Agile Marketing: os benefícios e os aprendizados sobre a agilidade no marketing

Adaptar os métodos ágeis para a área de serviços e incorporar a agilidade no ambiente de Marketing Cloud e CRM tem sido um baita aprendizado. Os desafios são muitos, mas dia após dia tenho visto os resultados aparecerem. Tem sido assim desde que eu, Melissa Ribeiro, iniciei minha trajetória como Agilista na Pmweb, a maior empresa de CRM da América Latina.

Quando a gente fala de agilidade no marketing algumas perguntas são sempre recorrentes.  Além de responder a essas perguntas, neste artigo eu quero compartilhar com você alguns dos aprendizados que eu tenho tido no processo de transformação ágil de uma empresa de serviços e tecnologia para marketing e CRM. Vou começar respondendo as perguntas de sempre. 

É possível utilizar métodos ágeis na área de serviços?

Sim, com certeza! É possível criar equipes ágeis no marketing. Embora tenham surgido no ambiente de TI e sido criados para o desenvolvimento de produtos, os métodos ágeis foram pensados para times e ambientes criativos que trabalham com produtos intangíveis, imateriais. As empresas de desenvolvimento de software não vendem “zeros e uns”. Elas vendem organização, controle e acesso à informação, conteúdo, experiência, conhecimento.

Os métodos ágeis sugerem uma forma de gestão para uma nova economia, novos modelos de negócio e um cenário de profundas incertezas e rápidas transformações que exigem soluções criativas e facilmente adaptáveis. As grandes mudanças no comportamento dos consumidores neste século XXI nos levam a perceber que muitas estratégias de marketing e modelos de gestão que funcionaram perfeitamente no século passado não encontram o mesmo sucesso nos dias de hoje. Como, então, fazer diferente?

No fim das contas, o que os distintos métodos ágeis oferecem é um modelo de trabalho que permite às equipes e às empresas terem licença para experimentar, errar e aprender rapidamente com os erros para que possam ajustar continuamente suas rotas a fim de crescerem e oferecerem produtos e serviços que atendem às necessidades de seus clientes.

A essência dos métodos ágeis é trabalhar de forma incremental (fazer entregas parciais até completar todo o projeto) e iterativa (realizar revisão constante), gerando valor frequente para o cliente. E isso também pode ser aplicado na área de serviços, com as devidas adaptações.

Na prática, isso significa ter ciclos menores de trabalho, com planejamentos mais flexíveis para gerar entregas mais rápidas e receber feedbacks dos clientes com maior frequência, em vez de esperar pela perfeição.

A ideia é aprender com experimentos e dados mais que opiniões e convenções. Isso nos permite tomar decisões de marketing mais eficazes em vez de perder tempo produzindo coisas erradas ou desnecessárias.

Significa também que os clientes e usuários recebem benefícios continuamente, o que fideliza a relação da empresa prestadora de serviços com seus clientes e os usuários com as marcas. Fazemos isso em marketing e CRM, por exemplo, quando realizamos testes A/B e a partir do comportamento das bases de clientes conseguimos criar estratégias mais eficazes.

Se existe um certo grau de incerteza e risco no que fazemos e não sabemos exatamente o que nos levará ao resultado desejado, então esse é o melhor contexto para o uso da agilidade. 

Embora seja possível utilizar métodos ágeis no marketing, algumas adaptações são necessárias em algumas circunstâncias, já que eles idealmente foram pensados para times de produto. Por exemplo, geralmente a área de TI trabalha com uma quantidade menor de projetos simultâneos, porém os projetos são maiores e mais duradouros porque focam no desenvolvimento e aperfeiçoamento de determinados produtos ao longo do tempo.

Já no marketing é mais comum encontrarmos um cenário diferente: trabalha-se com diversos projetos pequenos e de menor duração de forma paralela. Tudo isso implica em algumas mudanças na forma de empregar a agilidade no marketing. Mas esse não é o foco deste artigo.

Por que usar métodos ágeis no marketing?

Agora que você já entendeu que a agilidade também é para o marketing, quero explicar porque ela tem sido cada vez mais adotada nesse setor. Para que você mesmo chegue às suas conclusões, te digo que a agilidade é recomendada para times que vivenciam pelo menos três das cinco situações abaixo:

  1. Mudanças são realizadas com frequência e precisam ser incorporadas aos projetos;
  2. Há muitas demandas urgentes e não planejadas;
  3. O cliente nem sempre sabe o que quer/precisa;
  4. O time tem dificuldade em cumprir prazos;
  5. O time tem dificuldade de estimar horas para realizar as demandas. 

Identificou algumas dessas situações na rotina da sua equipe? É bem provável que sim. A realidade hoje é que em grande parte das empresas de marketing o alto volume de informações e demandas acabam criando equipes sobrecarregadas, com dificuldade de priorização, o que quase sempre leva à dificuldade de cumprir prazos e de organizar processos. 

Os métodos ágeis atuam justamente na administração dessas circunstâncias e nos ajudam a criar equipes de alta performance, focadas na entrega de resultados e na evolução contínua. 

De acordo com o 5th Annual State of Agile Marketing Report, elaborado pela Agile Sherpas, 43% das empresas de marketing participantes da pesquisa já utilizam o agile marketing para o gerenciamento do trabalho, como reuniões diárias, backlogs, sprints, Kanban, entre outros.

Dentre elas, 75% estão satisfeitas com as formas ágeis de trabalhar e concordam que podem lidar melhor com o trabalho em ritmo acelerado em comparação a métodos tradicionais de gestão. Além disso, 92% das equipes de marketing que utilizam uma gestão ágil estão confiantes de que elas conseguem lidar melhor com qualquer trabalho não planejado em condições remotas ou presenciais. Um percentual expressivo, não é mesmo?

Fonte: 5th Annual State of Agile Marketing Report, Agile Sherpas.

O relatório ainda revela que a adoção de métodos ágeis em equipes de marketing traz como principais benefícios o melhor gerenciamento de mudanças de prioridade (63%), a melhor visibilidade do status do projeto (63%) e a melhoria da produtividade dos times (62%).

Das equipes que implementaram o ágil, 80% afirmam que a mudança foi valiosa. O levantamento também aponta que 51% das empresas pretendem implementar o agile marketing em 2023. 

Fonte: 5th Annual State of Agile Marketing Report, Agile Sherpas.

O que as equipes de marketing ganham com a agilidade? 

Através de ciclos curtos de trabalho, com feedbacks constantes do cliente, é possível melhorar a comunicação, tanto entre os membros do time quanto em relação aos clientes. 

Equipes menores e multifuncionais ganham em produtividade, diálogo, colaboração e fluidez das demandas.

A agilidade no marketing ajuda a aperfeiçoar os processos de trabalho, equilibrar a distribuição das tarefas e economizar tempo e dinheiro, por meio do investimento em esforço e recursos financeiros com objetivos mais claros. A consequência é a criação de um ritmo de trabalho mais saudável, a aceleração do tempo das entregas e a melhora da qualidade das entregas

Além de todos os benefícios que apontei, a agilidade é capaz de ajudar as equipes de marketing a serem mais assertivas em relação ao que precisa ser feito, criando uma vantagem competitiva no mercado e o ambiente propício para ações inovadoras que, de fato, trazem resultados. Em vez de apenas “criar mais coisas”, a cultura ágil faz com que as equipes de marketing criem “coisas certas” para as reais necessidades do cliente de forma relevante e certeira. 

Qual o método ágil mais adequado para o marketing? 

Bom, para isso não tenho uma resposta pronta. Isso porque são vários os fatores que vão determinar o método, framework, abordagem, técnicas, ferramentas e práticas ágeis mais eficientes. Para cada equipe, cada empresa ou mesmo estilo de projeto há variáveis que influenciam na escolha dos processos a serem utilizados. 

Em geral, equipes que trabalham com fluxo contínuo de demandas e um volume alto de tarefas urgentes e não planejadas têm maior sucesso com o Kanban, enquanto times que conseguem estabelecer um certo planejamento das atividades em sprints e podem se organizar em uma estrutura de trabalho cadenciado alcançam maior produtividade com o Scrum. Mas isso não é uma regra. 

É preciso avaliar bem as condições, os objetivos, as estratégias e o fluxo de trabalho para tomar a melhor decisão. A equipe trabalha mais com projetos ou com processos? São projetos longos ou mais curtos? É possível trabalhar com equipes menores e multifuncionais? Todas essas respostas ajudam a traçar um diagnóstico mais preciso para que a escolha ideal possa ser feita. 

Por onde começar?

Eu acredito que a melhor forma de começar uma transformação ágil é entender o porquê da necessidade de se realizar tal processo. Antes de decidir o melhor método a seguir, de organizar squads e definir papéis, de iniciar cerimônias e preencher boards de acompanhamento de fluxo é preciso estar ciente da essência da agilidade. Antes da mudança do processo deve estar a mudança de mindset.

Eu sempre costumo dizer nos meus treinamentos que o Manifesto Ágil, publicado em 2001 por aqueles 17 desenvolvedores de software, não recomendou esse ou aquele método como o mais eficaz para uma equipe alcançar a agilidade.

Aqueles profissionais chegaram à conclusão de que estavam tendo resultados muito melhores do que se estivessem trabalhando por métodos tradicionais de gestão de projetos porque o que eles tinham em comum eram valores e princípios. E foi exatamente esse “achado” que eles quiseram compartilhar com o mundo.

O mesmo aconteceu com o Agile Marketing Manifesto, que para a velocidade e a complexidade do marketing hoje propôs valores e princípios ágeis claramente adaptados ao setor. 

É por isso que eu defendo que a melhor forma de se começar um processo de transformação ágil é mergulhar profundamente no entendimento do que é a cultura ágil, quais são os valores e os princípios do agile marketing e como eles podem ser aplicados no dia a dia das equipes e da empresa, conforme o seu contexto atual.

Os métodos e frameworks ágeis virão depois para nos ajudar a materializar esses valores e princípios em processos organizados de trabalho. Se o movimento é contrário – primeiro os processos e depois a cultura – fatalmente o sucesso se mostrará distante. 

Na Pmweb, esse caminho de desenvolvimento de uma cultura ágil tem sido facilitado pela criação do Agile Transformation Office (ATO), time do qual eu faço parte e é dedicado à disseminação da agilidade na empresa. O time apoia tanto a implementação quanto a sustentação das práticas ágeis.

Aprendizados sobre o Agile Marketing

Se você está pensando em implementar processos ágeis na sua equipe ou empresa de marketing, seguem 10 pontos importantes para você se guiar. São aprendizados que eu tenho tido nesta minha jornada como Agilista na área de marketing e CRM.

1) Planeje: Antes de escolher o método ou framework a ser utilizado ou dar qualquer outro passo faça um bom planejamento, estabelecendo os objetivos e metas a serem alcançadas, entendendo o estado atual de sua equipe e desenhando o caminho a ser seguido.

Para esse processo eu recomendo fortemente o uso do Agile Transformation Planning, uma ferramenta criada pelo Agile Institute Brazil (AIB) que vai te guiar e orientar na preparação e efetivação do modelo ágil. O Agile Transformation Planning é muito completo e reúne diversas ferramentas que vão te apoiar nessa jornada. 

2) Crie um ATO: Ter pessoas voltadas exclusivamente para a disseminação da agilidade e para a orquestração da transformação ágil faz toda a diferença. O Agile Transformation Office funciona como um ponto focal na empresa tanto para a implementação quanto para a sustentação do modelo ágil. Além de oferecer treinamentos, mentorias e coaching, ele avalia o grau de maturidade ágil e o quanto é possível evoluir, traçando a jornada necessária a ser percorrida. O ATO trabalha com o apoio de métricas e o uso de ferramentas adequadas a cada situação, a partir do direcionamento estratégico dado pelas lideranças da organização. 

3) Invista na preparação dos profissionais e equipes: Faça workshops, dê treinamentos. Foque no entendimento dos valores e princípios ágeis na formação inicial. Na Pmweb utilizamos ferramentas como Defesa dos Valores Ágeis e o Agile Clock, também do AIB, para um alinhamento inicial sobre o que pretendemos buscar com a implantação do modelo ágil de gestão na empresa.

4) Escolha o método ou framework mais adequado para a sua realidade: Não há uma receita de bolo para a implementação do agile marketing. É preciso avaliar o contexto para tomar a melhor decisão. Muitas vezes será necessário conjugar mais de um método, abordagem ou framework. A Pmweb tem um framework próprio, estruturado especificamente para o contexto e as necessidades da empresa. Seja criativo e estratégico para encontrar uma estrutura que melhor se adapta às suas necessidades.

5) Monte um time de integração: As lideranças precisam estar totalmente envolvidas e alinhadas em relação ao processo de transformação ágil e a criação de um time que reúna todas as lideranças de uma tribo com encontros regulares é a melhor forma de fazer isso acontecer.

6) Foque na mudança de papéis: A transição para o modelo ágil traz junto a necessidade de desenvolvimento de uma série de soft skills. A alteração de papéis, quando necessária, precisa ser acompanhada bem de perto porque muitas vezes os profissionais precisarão desenvolver novas habilidades técnicas e comportamentais. O uso das ferramentas Flaps Job Description e Flaps Personal Skills Gaps, disponibilizadas pelo AIB Institute, são muito úteis nesse processo. 

7) Acompanhe as equipes: Os profissionais e os times que adotam o modelo ágil precisam de um acompanhamento mais próximo. A mudança para o contexto ágil requer um aprendizado e uma mudança de mindset e isso não ocorre do dia para a noite. Os agilistas têm o papel de promover a orientação necessária, que pode levar alguns meses. Em certos casos é preciso realizar sessões de coaching e mentorias individuais, conduzindo os profissionais a um processo de evolução da maturidade ágil. 

8) Promova o desenvolvimento contínuo dos Scrum Masters: Os Scrum Masters são os guardiões do modelo ágil. Eles funcionam como multiplicadores e defensores da agilidade nos times. Por isso é tão importante oferecer treinamentos, sessões de coaching, mentorias individuais e outras formas de acompanhamento e desenvolvimento desses profissionais. Na Pmweb temos uma trilha de lifelong learning para os SMs, projetada para encontros regulares com eixos de estudo definidos.

9) Envolva os clientes: Esse é um dos principais benefícios do modelo ágil de gestão para o marketing. Traga os clientes para dentro do processo criativo. Os clientes podem/devem participar do início ao fim do desenvolvimento dos projetos e não apenas receber algo pronto no final da cadeia produtiva, como no marketing tradicional. A colaboração e a participação do cliente e também dos usuários nas diferentes etapas do processo de produção garante uma maior assertividade das ações. 

10) Esteja aberto para a mudança de planos: Entenda que ajustes serão necessários ao longo do caminho e não tenha receio de mudar a rota. O ATP, que citei como instrumento de planejamento de uma transformação ágil, por exemplo, é um documento vivo, que pode ser alterado sempre que necessário e que requer um acompanhamento contínuo. No modelo ágil as mudanças são bem-vindas porque entendemos que elas são fruto da aprendizagem e indicam nosso movimento em busca de melhorias.

Por fim, se no seu processo de transformação ágil você encontrar algum desafio (e você vai encontrar muitos!), use os próprios valores ágeis para te dar a direção:

1) Foque nas pessoas e na comunicação entre elas;

2) Concentre-se no resultado e busque simplificar o trabalho;

3) Envolva-se com o cliente e deixe que ele se envolva com o trabalho que você está realizando;

4) Aprenda e reaja rápido, abrace as mudanças. É assim que temos alcançado nossos resultados com o agile marketing aqui na Pmweb.

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Escrito por: Melissa Ribeiro, Agilista na Pmweb.
Jornalista (UFJF), mestre e doutora em Comunicação (UFF), é também escritora, pesquisadora, professora e trainer. Como Agile Coach (PACC®) tem se especializado na transformação ágil de equipes e organizações na área de Comunicação e Marketing.

Conteúdo personalizado para alcançar maiores resultados

Com certeza você já deve ter recebido algum e-mail, SMS ou push com uma mensagem falando algo específico ou citando o seu próprio nome, como se a mensagem tivesse sido feita especialmente para você. 

Isso quer dizer que você já recebeu um conteúdo personalizado. Mas como identificar as suas características?

Ele pode ser identificado de várias formas, não só pelo texto, mas também por imagens diferentes, direcionando o cliente para diversos links.

Assim, é possível criar uma campanha cheia de possibilidades a partir de regiões dinâmicas nas peças, sem a necessidade de focar em uma versão para cada cliente. Por isso, é importante contar com um banco de dados rico em informações

Por exemplo, quando o cliente faz o cadastro em algum site para finalizar uma compra e coloca todos os dados, como nome completo, preferências de categorias e produtos, dentre outras informações pessoais, ele está ajudando na personalização.  

A partir do armazenamento dessas informações, as empresas conseguem personalizar os conteúdos que serão enviados, criando experiências individuais e únicas para todos os clientes. 

Ciclo de vida mais personalizado

O uso de dados junto com estratégias de CRM bem pensadas ajuda a promover um maior engajamento com os consumidores. Isso porque ao contar com as informações dos usuários, é possível traçar um ciclo de vida muito mais rico e completo

Saber o nome, aniversário, preferências de compra, o que foi deixado no carrinho, ajuda a construir conteúdos mais relevantes de acordo com as próprias escolhas e necessidades dos clientes. 

Entendendo os benefícios da personalização

Um dos primeiros benefícios dos conteúdos dinâmicos e personalizados é o impacto emocional que eles podem causar nos usuários. 

O tom de proximidade e exclusividade ajuda a formar laços mais fortes com a marca, criando uma relação que se expande além do simples fato de compra e venda. 

Segundo pesquisa de 2016 da empresa Proxxima, 67% dos profissionais de marketing dos EUA e Europa Ocidental usam dados de comportamento dos consumidores para desenvolver conteúdo personalizado que impacte emocionalmente os indivíduos.

Outro ponto importante é a redução no tempo de operação, afinal, ter os dados dos clientes à disposição permite a otimização de todas as etapas da produção dos conteúdos até o disparo.  

Por último, as comunicações personalizadas têm muito mais chances de impactar o cliente, melhorando os resultados finais. Segundo números de 2019 da agência WSl, 80% dos consumidores dão preferência para comprar com marcas que personalizam sua experiência.

Além disso, 90% estão dispostos a compartilhar dados quando as marcas usam para oferecer experiências mais fáceis e vantajosas de compra.

Por isso, com a quantidade de dados que temos disponíveis hoje em dia e formas de captação, não há motivos para não investir em comunicações dinâmicas e personalizadas para o seu público. 

Diferentes maneiras de personalizar as comunicações

Lembre-se que quanto mais dados dos clientes forem coletados, mais possibilidades de personalização e dinamização diferentes estarão disponíveis. 

É possível usar a data de cadastro do cliente para enviar conteúdos e promoções ao completar um ano de cadastro, por exemplo.

O uso do nome dos clientes nos subjects também é uma uma excelente forma de personalização, principalmente porque aumenta a taxa de abertura dos e-mails em até 26%, segundo pesquisa de 2019 da Campaign Monitor.

O HTML personalizado também abre um leque de possibilidades para deixar as comunicações por e-mail mais dinamizadas, como apresentar o nome do cliente na arte, direcionar para a loja física favorita, apresentar diferentes cupons e informações referentes a compras antigas. 

O histórico de compras pode ser utilizado de forma personalizada, levando produtos similares ou complementares, além de vitrines com os tamanhos e categorias preferidas dos clientes. 

Disparos em massa, também chamados de campanhas blast, podem contar com banners dinâmicos para tornar o impacto geral ainda mais específico de acordo com o step do ciclo de vida em que o cliente se encontra. 

E-mails de abandono de carrinho podem apresentar conteúdos personalizados para cada cliente e costumam ter maior eficiência e resultados melhores do que outras campanhas. 

Personalização e segurança de dados

Com a LGPD em vigor desde 2020, a responsabilidade com as informações pessoais dos seus clientes deve ser uma prioridade. 

É importantíssimo saber como proteger todos esses dados e garantir o consentimento dos usuários para que o uso seja feito de forma ética e legal, além de outros pontos que você pode conferir em nosso blog.

Após todas essas dicas, fica muito mais fácil compreender como a personalização e a dinamização nas suas comunicações podem fazer a diferença.  
Se quiser contar com a parceria de profissionais no assunto, acesse o nosso site ou fale conosco através do e-mail contato@pmweb.com.br.

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Escrito por: Bruno Raupp, Analista de Conteúdo na Pmweb.
Formado em Jornalismo em 2020, Bruno possui experiência como redator desde 2016, trabalhando com publicidade, marketing e CRM.

Subject: como o assunto do e-mail pode potencializar seus resultados 

Escrito por Bruno Raupp, Pmweb

As métricas de um e-mail marketing dependem de diversos fatores, ligados a inúmeras áreas. Hoje, vamos falar sobre como um pequeno detalhe na verdade tem importância central na estratégia como um todo, impactando diretamente na taxa de abertura. 

O subject, também conhecido como assunto, é considerado a porta de entrada para o conteúdo que o e-mail se propõe a entregar. Ele é o primeiro instigador para que as pessoas se interessem pela comunicação. 

Portanto, de nada adianta planejar o seu conteúdo de e-mail e não dedicar o mesmo afinco para efeito que o subject tem.

Pensando nisso, trouxemos algumas informações valiosas para demonstrar como os subjects bem pensados e alinhados com sua estratégia podem fazer a diferença nos resultados de seus e-mails.

Entendendo o impacto de um bom subject em números

Quantos e-mails você recebe por dia? Apostamos que muitos. Quantos deles você realmente abre e lê todo o conteúdo? Provavelmente, apenas alguns.

Por isso, pensar antecipadamente na forma como o subject irá impactar pode fazer toda a diferença, afinal, 47% das pessoas abrem um e-mail apenas com base no assunto, de acordo com pesquisa de 2021 da OptinMonster. 

Além disso, segundo o mesmo estudo, 69% das pessoas relatam o e-mail como spam com base apenas na linha do assunto. Isso é um sinal importante para entender como trabalhar com o assunto de acordo com o seu público e saber utilizar todas as ferramentas disponíveis para aprimorar seus subjects. 

Aprimorando os seus subjects

Não existem fórmulas mágicas para melhorar as métricas dos seus e-mails. Por isso, colocar em prática um conjunto de ações comprovadas por dados é o melhor caminho para alcançar resultados acima do esperado

Por exemplo, o uso de emojis no subject pode aumentar as taxas de abertura em 45%. O estudo da OptinMonster também listou os emojis mais utilizados nos subjects.

Uma dica importante para deixar o conteúdo mais acessível para pessoas com deficiência é usar os emojis no fim dos subjects para que os usuários que utilizam leitores automáticos consigam compreender toda a frase sem dificuldades. 

Outro ponto que também faz a diferença é saber escolher as palavras-chaves utilizadas nos subjects. A Alchemy Worx analisou 21 bilhões de e-mails enviados por 2.500 marcas e separou as palavras que apresentaram maiores taxas de abertura.

Termos como “promocional”, “parabéns”, “grátis”, “de volta ao estoque” estão dentre os mais efetivos, além do do uso de perguntas e números. 

É claro, o essencial é saber como utilizar esses termos junto à estratégia do seu negócio, pois é preciso que o conteúdo se adapte bem ao tom de voz usado nas suas comunicações.

Por mais que certas escolhas possam parecer divertidas e instigantes, muitas vezes, dependendo do público, subjects com conteúdo mais sérios e objetivos podem acabar funcionando melhor. Por isso, a melhor estratégia de subjects é aquela que está alinhada com a comunicação da marca. 

Colocando as boas práticas em prática

Trocadilhos à parte, após encontrar a melhor estratégia, também existem diversas táticas que podem tornar o uso do subject muito mais efetivo

A personalização é bem aceita pelo público, principalmente por passar uma ideia de exclusividade. Além disso, diversas possibilidades podem ser utilizadas, como o nome, ofertas na data de aniversário, abandono de um produto específico e outras mais.

Os testes também podem ajudar a entender melhor o desempenho dos subjects e o comportamento do público. 

Por isso, teste disparos em dias e horários diferentes, além de também experimentar diversos tipos de personalizações, trazer descontos e emojis no início ou no final. 

Quanto mais você testar, mais conhecimento e dados terá sobre os seus clientes, conseguindo tomar decisões muito mais acertadas e traçar estratégias mais fundamentadas. 

Outra questão que deve sempre ser levada em consideração é a leitura dos textos no mobile, principalmente o subject. Por isso, pense em opções que possam oferecer todas as informações, sejam criativas, conversem com o seu tom de voz e apareçam sem cortes. 

Pode não parecer, mas isso é capaz de fazer total diferença para quem receber o e-mail. Uma boa forma de saber como o texto irá aparecer nos celulares é testar antes de enviar. Com esse site, é possível simular. Legal, né?

Agora é hora de aprimorar seus subjects

Depois de várias dicas sobre como utilizar os subjects da melhor forma possível, o próximo passo é colocar todas essas informações em prática e ir se ajustando aos resultados. 

Se quiser a parceria de profissionais que realmente entendem do assunto, acesse o nosso site ou fale conosco através do e-mail contato@pmweb.com.br 

Até a próxima.

A importância da consistência de uma identidade visual em campanhas de Black Friday

Escrito por Mirella Gaspareto, Pmweb

Quando diversos elementos gráficos são utilizados em conjunto com o objetivo de comunicar ao público a ideia, o propósito, os valores e a missão de uma empresa, produto ou serviço, isso pode ser definido como identidade visual. Dentre esses elementos temos nome, slogan, logotipo, tipografia, entre outros.

Porém, tanto nos e-commerces quanto nas redes sociais, elementos como avatar de perfil, capas de destaques do Instagram, capa de Facebook, layout de site e apresentação de produtos na vitrine virtual também podem ser considerados como parte de uma identidade visual, pois a marca pode desenvolver uma forma característica de se apresentar online e offline. Por exemplo, a rede de vestuário Zara que possui um site minimalista e apresenta os produtos como se fossem um photoshoot editorial, lembrando uma revista de moda.

Fonte: Site Zara em 19/10/22 (https://www.zara.com/br/)

Identidades visuais estratégicas

Quando se elabora uma campanha publicitária focada em uma data, é importante que essa campanha possua o seu KV (key visual), que é um pequeno guia visual que norteia todos os desdobramentos futuros da mesma. É neste ponto que a diferenciação se torna tão essencial. Em datas comemorativas, boa parte das empresas – principalmente do varejo – costumam desenvolver campanhas que chamam a atenção do público, utilizando de descontos especiais, slogans cativantes e publicidade intensa em todos os canais que a marca se faz presente.

Geralmente essas campanhas vêm acompanhadas de uma identidade visual exclusiva, desenvolvida especialmente para a data em questão, algo diferente do usado no dia a dia da marca. Algumas delas se tornam nostálgicas e até aguardadas, como a clássica campanha de natal da Coca-Cola com seus caminhões iluminados que atravessam cidades e ursos polares nas propagandas.

Fonte: G1 (2019)

A mudança na identidade visual de uma campanha devido a uma data é totalmente estratégica. Afinal, o público já está acostumado com a “cara” da marca, então quando algo diferente surge, isso chama a atenção. Um exemplo disso seriam campanhas de Black Friday. Nesta época do ano é possível perceber que diversas empresas adotam uma identidade visual escura com destaques vibrantes e várias delas adaptam essa identidade de acordo com seu posicionamento.

Campanhas de Black Friday

No caso da Black Friday, além da diferenciação que a identidade da campanha precisaria naturalmente possuir, também entra o tópico da consistência. Todas as comunicações da marca relacionadas a este tópico devem estar com a mesma identidade.

Também é importante pontuar que, no período da Black Friday, diversas marcas de todos os nichos estão lançando suas próprias campanhas, então cabe a sua empresa tentar se diferenciar das demais e trazer uma identidade visual forte e consistente.

Aposte em algo que represente os norteadores da sua marca e que reforce seu posicionamento, além de atualizar todos os pontos de contato da marca com a identidade visual elaborada para a data, seja nos e-mails disparados, anúncios, redes sociais ou banners do site.

Outra dica é testar nomes diferentes para a campanha de Black Friday, substituindo o “black” por algum outro adjetivo, ou então cores diferentes além do tradicional preto, pois a maior parte das marcas vão estar utilizando a identidade dessa forma durante este período. Elabore tags e slogans apenas para a data, mas mantenha-se fiel ao posicionamento da sua marca.

Exemplos de marcas que adaptam a Black Friday para sua própria identidade são as empresas americanas Target e Best Buy, cada uma delas utiliza suas próprias cores com alguns novos elementos de apoio, fugindo do tradicional e chamando a atenção do público.

Fonte: Forbes (2020)

No caso da Target, ela mantém seu tradicional vermelho e usa o apoio do azul claro para os destaques, gerando contraste em partes que necessitam de mais foco, como a palavra “Black Friday” e o balão com informações da campanha. Já a Best Buy traz um azul mais fechado, puxando para o preto, diferente do tradicional azul vibrante da marca – buscando uma aproximação do preto para combinar com a Black Friday – e assim como a Target, utiliza uma cor com alto contraste para os destaques, no caso o amarelo com a data. Esses são alguns elementos que trazem atenção e diferenciação para cada uma das campanhas.

Lembre-se: uma identidade visual consistente e diferenciada reforça a confiança na marca e desperta interesse do público.

Fontes utilizadas:

GOBÉ, Marc. A emoção das marcas – Conectando marcas às pessoas. Rio de Janeiro: Negócio, 2002.

STRUNCK, Gilberto Luiz Teixeira Leite. Como criar identidades visuais para marcas de

sucesso: um guia sobre o marketing das marcas e como representar graficamente

seus valores. 3a Edição. Rio de Janeiro: Rio Books, 2007, 160 p.

SocialFi, Web 3.0 e as novas possibilidades para o e-commerce

Escrito por Luiza Simão, Pmweb

Com o 5G sendo implementado no Brasil e no mundo, muitas mudanças começam a acontecer. Muitas delas, muito mais rápidas do que imaginamos.

Antes de qualquer coisa, é importante lembrarmos que a Web 3.0 é a terceira geração da evolução das tecnologias web. 

O que está cada vez mais claro, é que a Web 3.0 terá uma grande ênfase em aplicativos descentralizados e fará uso extensivo de tecnologias baseadas em blockchain

Afinal, o que é o SocialFi?

SocialFi reúne dois princípios: mídia social e finanças descentralizadas (DeFi). As plataformas SocialFi oferecem uma abordagem Web3 (descentralizada) para criar, gerenciar e possuir plataformas de mídia social e o conteúdo gerado por seus participantes. 

No coração do SocialFi, os criadores de conteúdo, influenciadores e participantes terão maior controle de seus dados, liberdade de expressão e a possibilidade de monetizar seus seguidores e engajamento nas mídias sociais. A monetização normalmente acontece em criptomoedas , enquanto o gerenciamento de identidade e a propriedade digital são conduzidos por tokens não fungíveis (NFTs).

Você sabia que todos os dias, mais da metade da população mundial passa em média 2 horas e 27 minutos nas redes sociais? Toda essa atenção, interações, engajamento e dados são gerados e monetizados por alguma entidade centralizada. É o que já escutamos em algum momento: “Se o produto é gratuito, você é o produto”.

Quais os benefícios da Web 3.0 para o futuro do e-commerce?

Você sabia que o Instagram já está utilizando criptomoedas? O futuro não é mais tão distante e para o e-commerce, a Web 3.0 significa uma grande evolução, como o pagamento utilizando o uso de criptomoedas. O aumento da segurança é outro fator importante: Blockchain vem com segurança avançada em comparação com outras plataformas. A segurança é tão aprimorada que cada nó do blockchain mantém uma cópia de uma transação e seu histórico. Portanto, é muito difícil para os hackers comprometerem os dados da transação.

Com mais inteligência e em um ambiente mais seguro, a Web 3.0 possibilita que as lojas virtuais possam entender melhor cada perfil do consumidor, diminuindo frustrações, as taxas de devoluções e os abandonos de carrinho.  Além disso, com a Web 3.0, também é possível ter:

  • Maior transparência: com a ajuda do blockchain, uma organização pode optar por uma rede descentralizada completa. Quando a validação termina, cada nó mantém uma cópia do registro da transação. Dessa forma, a rede blockchain lida com a transparência.
  • Rastreabilidade aprimorada: no processo de comércio eletrônico tradicional, é um desafio rastrear mercadorias. Isso pode levar a várias complicações, incluindo roubo, falsificação e perda de itens. O Blockchain permite que todas as partes rastreiem os produtos e garantem que não sejam substituídos ou mal utilizados.
  • Maior eficiência e velocidade: Na era tradicional da papelada, a transação de qualquer coisa é um processo demorado. É propenso a erros humanos e sempre requer intervenção de terceiros. Simplificar e automatizar o processo traz eficiência e velocidade. Logo, cada registro de transação será mantido por um único livro digital e compartilhado entre todos os participantes. Assim, fica mais fácil confiar uns nos outros sem a necessidade de vários intermediários. 

As novas possibilidades aumentam a cada dia e expandem uma série de tecnologias que irão revolucionar a forma como consumimos e interagimos com as mídias sociais. Marcas terão cada vez mais o papel de se aproximar com influenciadores e consumidores, gerando conversas, experiências digitais e sendo cada vez mais transparentes com seus consumidores.

Azul Linhas Aéreas atinge 73% de uplift em receita com ações de CRM

Em 2021 se iniciou a retomada de viagem pós-COVID-19. Nesse ano, a Azul Linhas Aéreas manteve seu principal norteador para ações de CRM e Marketing: entregar o serviço personalizado e humano para os passageiros que estavam voltando a viajar depois de muito tempo. Nesse ano, a companhia chegou a 13 milhões de usuários no programa de fidelidade da marca, o que colocou o desafio de manter contato com um volume cada vez maior de pessoas de forma personalizada.

Para potencializar o relacionamento com o cliente, em parceria com a Pmweb, a Azul reforçou a coleta e o tratamento de dados desses clientes, usando esses dados para segmentar e personalizar ações de e-mail, push e SMS, ampliando a conexão com os passageiros sem perder o relacionamento único com cada uma dessas pessoas.

Veja alguns do resultados atingidos:

  • +4 milhões de vendas de passagens para clientes diretos e únicos.
  • +9 milhões de passageiros impactados com campanhas de e-mail marketing.
  • 73% de uplift em receita (2021×2020).

O desafio

A pandemia causada pela COVID-19 fez com que países do mundo inteiro adotassem políticas de quarentena e isolamento social. O setor de viagens foi uma das áreas mais afetadas, com voos sendo cancelados sem previsão de retorno à normalidade. Com a retomada das atividades, o principal desafio da Azul foi o de voltar a receber um grande número de passageiros, mantendo toda a experiência de viagem de forma  personalizada, segura e, sobretudo, humana.

Isso se tornou possível com a ajuda da tecnologia e o uso inteligente dos dados, adaptando a jornada do cliente e considerando todas suas expectativas e inseguranças que pudessem surgir ao longo do caminho, sempre priorizando a empatia com os consumidores e os padrões de qualidade da Azul.

Estratégias de CRM adotadas

Para conseguir atingir esse ponto da retomada com segurança, a companhia reforçou dois serviços: o check in digital e o embarque inteligente. No processo de embarque, em qualquer aeroporto, as bancadas de check in são sempre lotadas de pessoas.

Com a necessidade de distanciamento social por causa da pandemia, a Azul reforçou o convite para os passageiros fazerem o check in pelo aplicativo da companhia ao invés de irem aos balcões nos aeroportos.

Check in Digital

Esse processo para impactar os clientes e convidarem eles a fazerem o check in via aplicativo contou com 3 tecnologias: a primeira é a ferramenta de captação de eventos no site da companhia, a Tealium, que por meio de tags consegue entender quem são as pessoas que estão comprando passagem e se fizeram ou não o check in. A Tealium encaminha os dados de clientes que ainda não fizeram o check in para a Responsys em 3 momentos: 72 horas, 48 horas e 24 horas antes do embarque.

O recebimento desses dados é feito via API com uso da segunda tecnologia envolvida: o DataPipe, ferramenta desenvolvida pela Pmweb para organização e priorização das filas de chamados de API. O DataPipe organiza as filas de chamados que são enviadas pela Tealium e encaminha para a terceira tecnologia do processo, a Responsys.

A plataforma da Oracle recebe os dados e dinamiza a campanha com alto grau de personalização de e-mail com as informações como nome dos passageiros, o localizador da reserva, local, data e horário de embarque e desembarque e, por fim, faz o envio desse e-mail aos milhares de passageiros que viajam com a Azul por dia.

Embarque Inteligente

Outro ambiente que também gera aglomeração e poderia afastar os clientes mais preocupados com a segurança e saúde são as filas dos embarques nos portões dos aeroportos. Para solucionar isso, a Azul criou o Tapete Azul.

O Tapete Azul é uma forma de embarque na aeronave que não gera grandes aglomerações, pois é colocado na frente do portão de embarque uma série de projetores que identificam quando cada um dos passageiros devem entrar na fila para o embarque.

É projetado no chão do aeroporto os assentos de cada um dos passageiros que irão embarcar, o cliente somente pode entrar na fila do embarque se seu assento for convocado pela tecnologia, sendo assim, foi reduzido o número de pessoas aglomeradas em frente ao portão de embarque e facilitando a acomodação na aeronave.

Veja aqui como funciona o Tapete Azul.

Como esse é um modelo novo de embarque e poucas pessoas estão habituadas a usarem ele, o processo de educação do cliente foi fundamental. Para isso, o time de CRM (Gestão de relacionamento com o cliente) foi uma peça importante, pois foram desenvolvidas campanhas de e-mail marketing, push e SMS que explicassem o processo de novo embarque.

Foram utilizados os dados que são enviados pelo sistema de ERP de booking da Azul, a Navitaire, para a Responsys para conseguir impactar os clientes que iriam embarcar em algum aeroporto que tivesse o Tapete Azul.

Pensando nos seus passageiros, na segurança e na saúde deles, a Azul se comprometeu em fortalecer serviços já existentes e desenvolver novas tecnologias que pudessem dar respostas aos objetivos de manter um serviço de qualidade, personalizado e, fundamentalmente, humanizado. Para tudo isso acontecer, muitas pessoas precisaram fazer parte desse projeto.

As campanhas desenvolvidas

Os dados captados dos clientes são categorizados em dois grupos principais: transacionais (sistemas integrados para completar a jornada do cliente) e comportamentais. 

A partir da coleta, eles são interpretados, unificados e estruturados em um data lake (Hadoop) da Azul e disponibilizados para operação na Responsys – que unifica as comunicações da companhia aérea e garante a velocidade e escalada para o uso desses dados.

Para enviar as campanhas de forma automática near real time, contamos com o apoio do DataPipe, solução da Pmweb que permite enfileirar e priorizar as chamadas de API enviadas para a Oracle Responsys – com a cadência correta e não sobrecarregando a plataforma, garantindo assim a integridade do recebimento de dados. Dessa forma, conseguimos disparar as campanhas logo quando é feita a requisição do cliente, como é o caso da confirmação de Check In online.

Outro exemplo de uso desses dados de forma ágil e personalizada é a campanha de confirmação de compra da Azul – enviada para os clientes após a aquisição de uma passagem.

Ela é estruturada com os dados enviados por uma API que personaliza as informações do passageiro: itinerário da viagem, data e horário do embarque e desembarque, conexões, identificação da reserva, programa de fidelidade, dados de pagamento – além de dinamização de banners para informar ao cliente sobre alguma necessidade extra, como a apresentação do comprovante de vacinação.

A campanha em questão foi enviada em 2021 para mais de 14 milhões de contatos, e graças à estrutura de dados arquitetada na Responsys, foi possível criá-la o mais personalizada possível para cada cliente.

Outro exemplo relevante é a campanha de retrospectiva anual. Um e-mail montado para aprofundar o relacionamento com o cliente, onde reunimos dados relevantes de caráter transacional e comportamental do cliente, como: km viajados durante o período, destino mais visitado, além das interações mais relevantes com a marca (se aderiu ao programa de fidelidade, quantos pontos alcançou no Tudo Azul, se mudou a categoria, etc).

A consultoria da Pmweb, além de atuar com a organização e estruturação de dados, foi peça fundamental na construção das campanhas dentro da plataforma Responsys e desenvolvendo as estratégias junto da Azul. 

Resultados

Mesmo em um momento de insegurança, a Azul conseguiu gerar resultados e números expressivos que só foram alcançados por conta de todo o desenvolvimento e dedicação da equipe em estruturar os dados que são captados dos passageiros e utilizar eles para personalizar conteúdos, direcionar ações específicas para cada um dos tipos de clientes da companhia e manter o contato direto, constante e personalizado a esses clientes, gerando sensação de segurança a esses.

Em 2021, a Azul conseguiu:

  • Fazer mais de 4 milhões de vendas de passagens para clientes diretos e únicos, resultando em quase 7 milhões de passageiros voando com a Azul em, no mínimo, 1 vez no ano.
  • Fazer quase 16 milhões de chamados no DataPipe.
  • Enviar mais de 700 campanhas de e-mail marketing com dados personalizados, impactando mais de 9 milhões de passageiros pelo menos 1 vez no ano.
  • Atingir uplift de receita de 73% em comparação ao ano de 2020.

O resultado de tais ações de CRM, que tinham como foco uma maior personalização e humanização na comunicação com o cliente, foi tão positivo para a companhia que a estrutura responsável por essa frente ficou em foco no comitê executivo da Azul. A área (e o time de CRM) cresceu consideravelmente (3x em relação ao último ano) em investimento e equipe depois dos grandes resultados nesses tempos difíceis que a companhia passou nos últimos dois anos de pandemia.

Essas conquistas são expressivas para um momento em que o setor aéreo ainda se recuperava da crise financeira dos anos anteriores. O uso da tecnologia e das ações realizadas também tiveram impactos positivos com os passageiros, para viabilizar um embarque mais seguro para todos, trazendo mais credibilidade para a empresa, segurança aos clientes e proporcionando a muitos voltarem a viajar com amigos, famílias e parceiros. 

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App Shell Box atinge recorde de transações em um único dia através de estratégias de CRM e gamificação

O Dia do Consumidor, conhecido como a Black Friday do primeiro semestre, é visto como uma ótima oportunidade para as marcas trabalharem o relacionamento com seus clientes. São feitas diversas campanhas, desde as mais simples até as mais criativas.

O sucesso da data é tão grande que algumas empresas optam por aproveitá-la durante o mês inteiro. Esse é o caso da Raízen, que apostou em estratégias omnichannel de CRM e gamificação para realizar o Mês do Consumidor em 2022.

O objetivo era aumentar o número de clientes novos, recorrentes e recuperar os inativos no aplicativo Shell Box. A parceria entre Raízen e Pmweb trouxe resultados positivos, como:

  • Maior número de clientes recuperados do aplicativo;
  • Maior número de clientes novos do aplicativo;
  • Maior número de clientes recorrentes do ano.

Raízen e Shell Box

Fundada em 2010, a Raízen é uma empresa integrada de energia. Licenciada da marca Shell, é a quarta maior companhia do Brasil. Sua origem está no solo brasileiro e já conta com atuação na Argentina, além da ambição de ser o melhor marketplace digital de energia, mobilidade e last mile da América Latina.

Desenvolvido pela Raízen, o Shell Box é uma plataforma criada para tornar a rotina dos consumidores mais descomplicada, prazerosa e intuitiva a partir da ideia central de facilitar a vida em movimento. 

Com o aplicativo, além dos clientes pagarem seu abastecimento nos postos Shell e compras nas lojas de conveniência Shell Select de forma 100% digital com segurança e praticidade, é possível ter acesso a um ecossistema completo de benefícios da marca Shell.

Principais benefícios:

  • Pagamento sem contato.
  • Participação automática das promoções vigentes.
  • Parcerias com as maiores marcas do país.
  • Acúmulo de benefícios a partir dos pagamentos.

O grande desafio

O desafio era aumentar o número de transações e recorrência dos pagamentos dos abastecimentos e compras nas lojas de conveniência Shell Select, além de adquirir novos clientes.

Dentro desse contexto, a Pmweb entendeu as oportunidades a serem exploradas para que os objetivos de cada um desses aspectos pudessem ser alcançados.

Com isso, a estratégia para o mês contemplou ativar maneiras de conseguir clientes novos, aumentar recorrência e recuperar clientes inativos de forma instigante e descontraída, sem tirar o foco das principais metas.

CRM e gamificação

A partir do desafio que foi exposto, por meio de estratégias de CRM, ferramentas de automação e gamificação, foi criado um jogo a ser recebido via e-mail para os clientes Shell Box, onde cada fase era liberada semanalmente.

Fonte: Raízen / Shell Box

O objetivo com o jogo foi de criar recorrência em abastecimentos e/ou compras na Shell Select, oferecendo um grande prêmio no final (créditos em abastecimento + produtos da promoção Junte e Troque: No Seu Ritmo) para quem cumprisse todas as fases.

Dentro de cada uma das fases do jogo, havia um objetivo específico, que trilhava um caminho até a fidelização do cliente de forma descontraída. Ao todo, foram 5 fases para que todos os clientes pudessem participar durante o mês.

Fonte: Raízen / Shell Box

Apesar de existir um grande prêmio para os clientes que cumprissem todas elas, a cada fase eram liberados benefícios para os clientes, como cupons de desconto para serem usados em abastecimento nos postos Shell ou compras na Shell Select, o que garantia vantagens independente do prêmio final.

Para atingir o objetivo de trazer clientes novos para o aplicativo, foram utilizadas estratégias de Member Get Member (indique um amigo) e incentivo ao app para clientes que ainda não o possuíam. Esse foi o primeiro desafio a ser lançado, para que fosse dado início ao caminho de fidelização desde os clientes mais novos até os clientes mais fidelizados.

Fonte: Raízen / Shell Box

Com a finalidade de aumentar o engajamento no game, ao invés de divulgar os desafios de cada fase dentro do corpo do e-mail, foram utilizadas estratégias que levavam o cliente a descobrir qual era a fase da semana dentro de uma landing page. Ou seja, para participar do mês do consumidor era necessário possuir um engajamento ativo com as comunicações enviadas.

Veja o que mais foi feito:

  • Incentivo à fidelização por meio do aumento da recorrência da utilização do aplicativo.
  • Ativação do público que já possuía participação em promoções, mas não tinha o app Shell Box.
  • Ativação do público inativo, que não utilizava o aplicativo há pelo menos 180 dias.
  • Ativações multicanal, via e-mail, notificações push e SMS.

Resultados

Após um mês inteiro de ações visando atingir os maiores resultados, a Raízen conseguiu:

  • Mais de 40 milhões de e-mails enviados;
  • Maior taxa de CTO do ano, superando em 51% o mês anterior;
  • Receita 129% maior que o mês anterior, 703% maior que o mês de janeiro e 78% maior que os dois meses juntos;
  • 30% mais transações em relação ao mês anterior;

Aposte no que dá certo

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Boas práticas de conteúdo que não podem ficar de fora do e-mail marketing

Escrito por Victoria Elisa Thoen, Pmweb

O e-mail marketing é um elemento importante na estratégia de marketing digital. Além de ser uma das poucas ferramentas que possibilita a comunicação eficiente com um grande número de pessoas, também permite que seja de maneira personalizada, gerando mais proximidade e conexão com o público.

Mas para a personalização acontecer, é preciso considerar alguns pontos fundamentais na elaboração da comunicação, e um deles é o conteúdo. Preparamos uma seleção de boas práticas que fazem a diferença para a criação de e-mails e que não só contribuem para atingir os resultados esperados, mas também são capazes de encantar o cliente. Vamos conferir?  

Seguir o tom de voz do negócio

Reproduzir o tom de voz da marca é essencial para expressar a sua personalidade através das palavras. Assim como nos demais canais de comunicação (site, redes sociais e WhatsApp, por exemplo), o conteúdo do e-mail também deve demonstrar a forma que a marca se comunica. Isso porque, além de manter a coesão, ajuda no reconhecimento por parte dos clientes (o que é muito importante, não é mesmo?) e a torna humanizada.

Quer saber mais sobre tom de voz? Aqui você saberá porque você não pode deixar de construir para a sua empresa.

Storytelling claro e estruturado 

Quem se comunica com o público, também conta histórias. Por isso, estruturar o storytelling do conteúdo de maneira organizada – com início, meio e fim – é fundamental para transmitir a mensagem de maneira entendível. No e-mail marketing, a elaboração do enredo junto à uma narrativa envolvente ganha mais peso ainda, pois visa conduzir o usuário a tomar uma determinada ação.

Seguindo uma estrutura básica, o storytelling nesse formato geralmente é organizado na seguinte ordem:

  1. Informação principal;
  2. Informações secundárias;
  3. Informações terciárias;
  4. Vitrine complementar;
  5. Finalização ou reengajamento.

Para fortalecer o storytelling, é importante que os conteúdos sejam condizentes em todas as etapas, mantendo a clareza das informações em uma sequência compreensível e, é claro, o tom de voz da marca em todo o texto.

Chamar a atenção e gerar curiosidade no primeiro contato

Segundo pesquisas da OptinMonster, 47% das pessoas abrem um e-mail apenas com base no subject (assunto da mensagem). Com esse percentual, fica clara a importância do conteúdo para a tomada da primeira ação (abertura) que, consequentemente, leva a todas as outras.

Subjects com boas taxas de abertura geralmente apresentam algumas características:

Palavras-chave

Utilizar termos que comuniquem o benefício e/ou instiguem a curiosidade podem ajudar a persuadir o usuário a abrir o e-mail. Alguns exemplos seriam: somente, novidade, disponível, grátis, cupom, desconto.

Personalização

Incluir informações como nome, data de aniversário e interesses (baseados no histórico de navegação) são alguns elementos de personalização que podem transmitir a sensação de exclusividade e agregar valor à experiência do usuário, criando mais proximidade e conexão.

Emojis

O uso de emojis no subject pode aumentar a taxa de abertura em até 45%, conforme estudos da OptinMonster.

Caracteres 

Para garantir a leitura completa em diferentes dispositivos, o ideal é utilizar até 35 caracteres.

CTA (call to action) estratégico

Quando o assunto é conversão no e-mail marketing, o CTA deve receber atenção dobrada. Isso porque a mensagem que ele passa deve ser objetiva e descomplicada para que se transforme em ação.

Um CTA de sucesso normalmente apresenta:

Verbos

Mostre com clareza a ação que o usuário irá tomar ao clicar no botão: Comprar, Conhecer, Reservar, Saber mais. Contudo, o verbo escolhido deve ser condizente com o conteúdo e seguindo o tom de voz da marca. Opções como “Clique aqui” devem ser evitadas, pois transmitem um senso de urgência exagerado e podem ser confundidos com SPAM.

Posição visível

Além de objetivo, o ideal é que o botão de ação venha ainda na primeira rolagem. Caso não faça sentido, vale indicar ao leitor (de forma textual ou usando elementos de design como apoio) que mais informações serão abordadas no decorrer do texto.

Incluir os termos legais  

As condições comerciais sempre devem ser mencionadas de maneira clara e completa no e-mail, especialmente quando se tratar de um disparo promocional.

Como você pode perceber, existem diversas diretrizes de conteúdo importantes a serem aplicadas no e-mail marketing. Com elas, é possível fortalecer a estratégia, melhorar resultados e gerar conexão com o público.

GA4 – A nova versão do Google Analytics

Escrito por Bruno Kubiack, Pmweb

Caso você já tenha um site na web ou um App mobile hoje, o Google Analytics já deve estar fazendo parte do seu dia-a-dia na tarefa de entender o comportamento de navegação dos seus clientes nessas plataformas. Relatórios como o de acessos às páginas, o de desempenho de campanhas de e-mail, resultados de compras e perfil demográfico, são essenciais a qualquer gestor de Marketing.

Com relatórios que variam de alta à baixa complexidade, o Google Analytics é sem dúvidas a ferramenta que mais nos auxilia no entendimento do comportamento dos usuários. Acontece que, depois de anos sendo a ferramenta mais querida do mercado de Web Analytics, a solução do Google conhecida como Universal Analytics (UA) já tem seus dias contados para sua aposentadoria.

Em março deste ano de 2022, a Google anunciou que todas as propriedades da Universal Analytics vão parar de receber novos dados no dia 1º de julho de 2023, além de que só será possível acessar os dados dessas propriedades durante alguns meses após esta data. Como alternativa, a Google anunciou a nova versão de sua plataforma de análise de comportamento dos usuários, o GA4.

Agora é o momento ideal para se preparar para o futuro do Google Analytics.

Histórico do GA4: Como chegamos até aqui?

Anunciada oficialmente em outubro de 2020, o GA4 é a evolução da ferramenta líder no mercado de Web Analytics. Esta nova versão é a evolução da solução “App + Web” do Google Analytics que foi lançada, ainda em fase beta, em 2019.

No entanto, muito da metodologia de coleta e armazenamento de dados do GA4 já vinha sendo usado como padrão na seção de análise de dados da ferramenta de gerenciamento de aplicativos móveis do Google, o Firebase Analytics. De fato, com essa atualização do Google Analytics, a ideia é que as duas frentes de análise se unifiquem de vez.

No momento, o cenário é de total transição do mercado para a nova solução do Google Analytics. Mudanças são anunciadas a toda hora para a ferramenta: novas métricas, novos relatórios, novas formas de olhar e armazenar os dados. Recentemente tivemos, inclusive, a nova versão da certificação de Google Analytics totalmente baseada no GA4. A mudança está afetando cada aspecto do marketing digital das empresas.

O que muda no GA4?

Como já dito anteriormente, a atualização se propõe a padronizar a coleta de dados de sites e aplicativos mobile, o que possibilita uma análise mais coerente da jornada do usuário entre estas duas maneiras de interação com as empresas. Essa mudança também é uma resposta ao crescimento da popularidade dos Apps nos últimos anos.

Tomando por base as configurações que já existiam no Firebase Analytics, o GA4 agora é totalmente baseado em eventos. Isso difere do Universal Analytics, que tinha uma coleta de dados baseada em hits com tipos distintos. 

Enquanto na versão antiga da ferramenta os hits de transações, eventos de interação e visualizações de página tinham parâmetros pré-definidos, sem possibilidade de adição de parâmetros personalizados de maneira fácil, no GA4 os eventos contemplam todos estes tipos de informações e muitas outras, além de contar com parâmetros totalmente personalizáveis de maneira simplificada. Apesar dessa mudança estrutural na coleta e organização de dados, a maior parte dos relatórios do Universal Analytics se mantém na nova versão do Google Analytics, mesmo que agora com uma lógica de análise diferente. 

Na prática, isso significa que as equipes de Web Analytics terão de rever muitas das tags de eventos configuradas anteriormente. Assim, há uma série de possibilidades novas que surgem com essas alterações.

Outro ponto forte do GA4 está na maior escalabilidade dos dados da ferramenta. Com um número limitado de campos que um evento pode ter no Universal Analytics, muitas configurações eram feitas utilizando-se de alguns contornos (gambiarras) para acomodar o modelo de negócio das empresas e a necessidade de dados de cada uma delas.

Assim, no modelo de parâmetros personalizados, as adaptações se tornam muito mais viáveis e organizadas, apesar de demandar um maior planejamento, maior atenção à documentação das tags instaladas e, definitivamente, um maior domínio técnico da ferramenta e de suas particularidades.

Segurança de Dados

Outra melhoria importante que o GA4 traz é em relação à privacidade dos usuários. Com um cenário em que a captura dos dados de navegação dos usuários vem, cada vez mais, sendo controlada através de cookies, a nova versão do Google Analytics apresenta formas de contornar essa falta de dados.

Uma nova tecnologia foi desenvolvida pela Google para a completar os relatórios de navegação dos usuários, tomando por base as informações dos usuários que de fato possuímos os dados. Através de recursos que utilizam Machine Learning, o GA4 consegue inferir quais seriam as ações mais prováveis desses usuários que não autorizam a sua coleta de dados. Assim, os relatórios ficam, em tese, com resultados mais próximos da realidade e prepara o Google Analytics para um mercado cada vez mais atento à segurança da informação.

O que eu posso fazer para me preparar para a nova versão do Google Analytics?

Mesmo com os constantes avisos e prazos anunciados pela Google, a verdade é que a implementação desta nova versão do Google Analytics está sendo gradual, mas é muito recomendado que as empresas já comecem a se adaptar.

O primeiro passo para fazer esta mudança de ferramenta é ter um planejamento das alterações necessárias nesta migração. Para isso, é recomendado o domínio destas mudanças e o que elas representam.

Aqui na Pmweb, temos uma equipe especializada em trabalhar com este serviço, a equipe de Web Analytics. Somos responsáveis pela mensuração, coleta, análise e produção de relatórios contendo dados quantitativos e qualitativos, obtidos nas ferramentas de analytics a respeito do comportamento dos usuários em sites e apps. Para isso, atuamos na manutenção de ferramentas de analytics e na criação de relatórios e insights personalizados sobre estes dados, além de oferecer o serviço de consultoria em GA4.

Portanto, apesar da comoção e ansiedade que tomou conta do mercado de Web Analytics na época, a nova versão da ferramenta, conhecida simplesmente como GA4, traz mudanças significativas e que acompanham as novas tendências do mercado de análise de dados.

Entre em contato com a Pmweb para saber mais: contato@pmweb.com.br.

Otimizando o site para converter ainda mais na Black Friday

Escrito por Natália Abruzzi, Pmweb.

CRO, ou conversion rate optmization, consiste em identificar oportunidades, validar hipóteses e personalizar experiências como variantes da versão default do site, ou seja, testes A/B. A partir dessa estratégia, é possível identificar qual versão apresenta mais potencial de conversão, facilitando assim na tomada de decisão e priorização.

Podem ser usadas diversas ferramentas para a aplicação disso no site, de forma independente ao time de TI, como Oracle Maxymiser, Salesforce Interaction Studio, Adobe Target e Google Optmize

De acordo com estudos, novembro é o mês líder de faturamento no ano, chegando com representatividade de até 20% da receita anual das empresas. Sabendo da importância do momento, é imprescindível estar preparado e com o site funcionando da melhor forma possível.

Através desta estratégia, podemos analisar e entender os principais pontos de vulnerabilidade para ter isso resolvido dentro do período e não ter perda de receita.  Dividimos as dicas para otimizar o período de Black Friday em três principais frentes: antecipação, identificação e momento de black

  1. Antecipe-se

O que pode ser testado antes da Black Friday? Qual página já sabemos que possui maior taxa de rejeição no site? Quais os caminhos mais percorridos dentro do ambiente? E as categorias mais buscadas? 

Levantar diversos questionamentos apoia no mapeamento de todas as ações que podemos testar antes do período de Black Friday. Se uma página já é um problema antes da Black Friday, neste momento promocional no qual se tem um senso de urgência alto, isto pode ser maximizado. Por exemplo, se já sabemos que temos uma taxa alta de abandono na PDP, podemos testar um lightbox que previna o abandono do usuário quando ele demonstrar a intenção de fechar a aba. 

O importante é mapear tudo o que pode ser testado antes do período, priorizar os que vão mexer no ponteiro final e garantir que estamos indo com o site na sua melhor versão possível. 

  1. Identificação

Este é o momento perfeito para entregarmos exatamente o que o cliente quer e conectar todos os canais de comunicação. Precisamos saber qual é o cliente interessado, o que ele está buscando e quanto ele quer pagar.

A partir de personalizações no site podemos identificar tudo isso, garantir que salvamos esta informação e que vamos enviar aos usuários no momento que o produto estiver em consonância com o desejo do usuário. Timing é tudo neste caso

Esta ação pode ser feita de diversas formas, vai depender da página em que o usuário estiver para exibirmos de acordo. Temos duas principais páginas para isso: home e pdp. Na home, podemos exibir um cronômetro com a finalidade de trazer a contagem regressiva, exibir que teremos o período promocional, e assim gerar curiosidade e resultar em um novo lead. 

Já na página do produto, podemos ter um selo no qual o usuário demonstra interesse em comprar o mesmo durante o período de Black Friday. Neste caso, temos duas alternativas: registrar o contato somente com o interesse, ou perguntar ao usuário qual preço ele quer pagar. Desta forma, podemos construir réguas de CRM personalizadas também. 

  1. Chegou a Black Friday

Dificilmente a Black Friday será o momento de testarmos novas ações. Neste momento, precisamos subir as personalizações e aplicar o que já foi testado previamente. Isso não exclui o acompanhamento constante das métricas neste período e ajustes de rota ao longo, mas será mais relacionado ao momento e identificação de novas questões e comportamentos que podem mudar devido a particularidade da data. Ainda assim, precisamos garantir algumas coisas:

Evite a saída do funil: sempre pensar na estratégia como um caminho só de ida e sem desvios. Isso evita distrações no usuário e garante que ele não finalize a compra em outro site. Ainda, deixe claro e de fácil acesso todas as informações relacionadas ao tempo de entrega, troca, devoluções e afins, isso faz com que o usuário não deixe a jornada de compra para ir em busca destas informações. 

Entenda o que está sendo buscado: podemos identificar e buscar as informações antes, mas isso não significa que não teremos surpresas. É importante estar atento ao que está sendo buscado e chamando a atenção para deixar isso em um lugar de destaque, evitando que o consumidor precise ficar “caçando” algo no site. 

Conheça (e ofereça) seus benefícios: acúmulo de pontos? Frete grátis? Parcelamento a partir de determinado valor? Tudo o que for benefício deve ser exibido, pois impacta na tomada de decisão. Se temos acúmulo de pontos ou frete grátis por exemplo, podemos deixar o visual com uma tarja, utilizar a gamificação para que o usuário aumente seu TKM (ticket médio). 

Conecte com ações de CRM: teremos cupom exclusivo de CRM rodando? Ou cupons que já existem estarão válidos no período? Vale reforçar isso no site também. A partir das UTMs podemos mapear estes usuários e garantir que ele não se esqueça de benefícios que foram ofertados para ele. 

Uma venda bem-sucedida não está apenas na efetivação dela, mas sim em toda a experiência oferecida ao cliente, desde o momento de consideração, até o pós-venda.

Em resumo, CRO tem como principal objetivo quantificar o feeling. Através da divisão de tráfego, olhamos estatisticamente qual possui maior potencial de conversão. Para utilizar isto na Black Friday, lembre dos momentos: teste antes, identifique os usuários e produtos e garanta que tudo está conectado durante o período. Isso é o que vai fazer a diferença na hora da performance geral.

Assista abaixo o webinar “Black Friday: otimizando o site para converter ainda mais“, que apresentamos em parceria com o E-commerce Brasil!

Quer saber mais sobre como você pode deixar seu site preparado para a Black Friday? Acesse o nosso site ou fale conosco através do e-mail contato@pmweb.com.br.