[:pt]Individualização, data-driven marketing e o consumidor omnichannel[:]

[:pt]As pessoas estão se conectando com marcas através de múltiplos canais, o que significa que as marcas devem fazer mais para impulsionar a fidelidade dos clientes. Portanto, as equipes de marketing precisam aproveitar insights das diversas fontes de dados disponíveis para criar diálogos interessantes e relevantes com os clientes. É o chamado data-driven marketing.
Quanto mais personalizada a experiência, mais feliz o cliente. E o cliente feliz não é apenas aquele que deseja comprar mais, ele é engajado, e – talvez o mais importante – se torna um defensor de sua marca.
É importante considerar que cada consumidor está na sua própria e única jornada. Motivações para experimentar, comprar ou permanecer fiel mudam de pessoa a pessoa. Mas as empresas podem se apropriar desse momento usando a tecnologia para coletar, interpretar dados e criar campanhas contextualizadas que são acionados por comportamento individual. É preciso ter uma visão que permita usar o big data para automatizar e entregar uma comunicação ainda mais personalizada, que aumenta o engajamento, as vendas e fortalece o relacionamento entre cliente e marca. Veja como algumas estratégias de data-driven marketing para a Black Friday.
Também é necessário contextualizar qualquer mensagem usando uma série de fatores, incluindo a localização, o clima, idade e sexo do cliente, marcas favoritas e produtos, histórico de navegação, comportamento e histórico de compra do passado e carrinhos abandonados.
Aqui estão nossas cinco principais dicas sobre como trabalhar individualização num esforço de data-driven marketing.

Estabeleça uma relação de confiança com seus clientes

O primeiro passo para um projeto de personalização é estabelecer uma relação de confiança com os clientes. Dessa forma, eles irão fornecer mais informações pessoais, o que permitirá ocorrer a individualização. Quanto mais dados uma empresa for capaz de reunir sobre seus clientes, mais refinadas e orientadas as mensagens de marketing se tornam.

Não rastreie pessoas que não querem ser rastreadas

Construir um relacionamento com os clientes não inclui monitorar aquelas pessoas que não querem ser monitoradas. As marcas precisam ter permissão explícita para recolher determinadas informações sobre os usuários.
Sua empresa é liberada para pedir o máximo de informações que quiser, mas isso tem de ser ponderado, considerando que algumas pessoas não ficarão felizes com essa coleta de dados sobre eles.

Crie segmentos de um (ou individualização!)

Aprendemos na faculdade que é preciso criar segmentos de clientes com base em características comuns que compartilham. Agora, com uma maior quantidade de dados que estão sendo coletadas sobre as pessoas, estamos vendo segmentos de um serem desenvolvidos. É exatamente sobre isso que comentamos no artigo “Mais individualização, menos segmentação”.
Mensagens individualizadas têm base em preferências e informações demográficas e, portanto, se tornam relevantes por si só. Quando alguém vê ofertas altamente personalizadas e mensagens dirigidas especificamente a si, acaba se tornando mais propenso a responder a esse tipo de marketing.
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Ofereça promoções e ofertas personalizadas e em real-time

Os clientes são muito mais propensos a responder a uma oferta ou promoção, se ela é personalizada e enviada para eles enquanto eles estão realmente com intenção de compra um produto ou um serviço. Quando a comunicação de ofertas é individualizada, as pessoas são mais receptivas e tendem a comprar mais, elevando o ROI da operação.

Ofereça mensagens personalizadas por idade

Outra forma que um varejista pode realmente personalizar mensagens de marketing aos seus clientes é descobrir as diferentes faixas etárias seus clientes e oferecer-lhes o conteúdo com base nesse fator demográfico.
Está cada vez mais claro que a individualização do marketing, principalmente pelo canal e-mail merkting,  é a chave para campanhas de sucesso, conduzindo receita incremental e que as interações em tempo real contextualmente relevantes são extras e não opcionais para os profissionais de marketing.
Fonte: Econsultancy[:]

[:pt]Não desista do cliente e tenha uma receita por e-mail até 300 vezes maior[:]

[:pt]Existem dois tipos de empresas: as que desistem dos clientes e as que lucram. Uma base de consumidores esquecida representa uma perda significativa de dinheiro: pelo custo de aquisição desses clientes e também pelas perdas de oportunidades de recompra. A segunda venda é aquilo que difere receita e lucro.
Para reativar a base de clientes, uma das ferramentas mais baratas e efetivas é o e-mail marketing. Às vezes o consumidor precisa de uma ajuda, um empurrãozinho, e é isso que fará a diferença entre o envio da campanha de e-mail do carrinho abandonado e a de review de produto. Vai depender de quão amadurecida é a estratégia de lifecycle da sua marca, que deve começar do início, do básico, da régua de relacionamento chamada boas-vindas, ou welcome.
A próxima etapa pode consistir em algumas estratégias de recuperação de vendas e pós-vendas, que devem fazer parte das rotinas da sua empresa. E a tecnologia tem o papel principal nessa missão.
Nosso time organizou três dessas estratégias, com cases de sucesso, para mostrar que tudo isso é factível e dá retorno. Um ótimo retorno!
Abandono de carrinho
Não é agradável a sensação de “bola na trave” que carrinhos abandonados causam. Em que parte da compra o cliente desistiu e por que ele fez isso são os primeiros questionamentos que surgem.
Mas nem tudo está perdido e todos sabemos que, por meio de tecnologia, é possível recuperar a venda de maneira individualizada e automática. Esse e-mail pode ser o pontapé que faltava para o cliente fechar o negócio. Além disso, se bem construído, tal régua de relacionamento não vai só garantir a receita, mas também mostrar ao cliente que ele é importante para você.
As Lojas Colombo, após implementar o programa de carrinho abandonado por e-mail, usando a plataforma Oracle Responsys Marketing Suite e os serviços estratégicos da Pmweb, chegou a alcançar uma receita por e-mail 40 maior, se comparado às campanhas blast (aquelas que vão para toda a base).
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Recompra por boleto
Houve uma mudança no comportamento de consumo do brasileiro devido à crise. De acordo com o WebShoppers – relatório que analisa a evolução do comércio eletrônico, suas tendências, estimativas, mudanças de comportamento e preferências – no primeiro semestre de 2015 houve um aumento na preferência por pagamento à vista, com menos parcelamentos e também via boleto.
Pensando nisso, a Passarela desenvolveu uma régua de relacionamento por e-mail em que, um dia após o vencimento do boleto, quando o pedido é cancelado, a plataforma envia automaticamente um aviso de cancelamento de compra, informando que os produtos ainda estão em estoque e sugerindo que o cliente faça o pedido novamente com boleto ou pague com cartão de crédito.
O resultado é uma taxa de aberturas acima da média e uma receita por e-mail que chega a ser 300 vezes maior que das campanhas blast.
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Review de produto
Em termos de relacionamento, convidar o cliente a avaliar o produto adquirido é uma das ações que mais prova o quanto você valoriza a experiência de compra. Você está dando ao consumidor a oportunidade de ser parte da marca.
Mas às vezes, as campanhas de review de produto vão além do relacionamento. Elas dão resultados em vendas. Os envios review da eÓtica apresentam um open rate quase duas vezes maior que a média e uma RPE quatro vezes maior que das campanhas de base full.
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Portanto, não desista do seu cliente e não deixe que ele desista de você. Um pouco de esforço e tecnologia farão a diferença.[:]

[:pt]E-mail marketing: 5 exemplos para aumentar a conversão[:]

[:pt]O e-mail marketing ainda é a ferramenta mais barata e eficaz no sentido de ser impulsionadora de vendas e na aplicabilidade de estratégias de lifecycle marketing. Também sabemos que o e-mail marketing tem vida longa, ao contrário do que muitos acreditam. Para que as campanhas performem bem, a peça de e-mail precisa ter alguns elementos básicos bem resolvidos. E para que eles sejam bem resolvidos, é preciso testar.
Para isso, o time de especialistas da Pmweb tem um consenso de que os cinco itens abaixo são fundamentais para aumentar a conversão das campanhas de e-mail marketing. Além disso, a mesma peça pode apresentar variáveis no intuito de realizar teste A/B. Isso é muito saudável porque ajuda a identificar tendências de comportamento de público e enriquece a comunicação. 

1. Subject – assunto do e-mail

Assunto de e-mail marketing é uma ciência com muitas variáveis. Já se sabe que 64% das pessoas abrem os e-mails por causa do assunto, conforme estudo da Unbounce. Já outra pesquisa, dessa vez da Phrasee, comprovou a performance de vendas dos e-mails que possuem determinados termos no assunto.
Além disso, a nossa experiência no assunto (alerta de trocadilho!) mostra que algumas expressões acabam tornando o subject mais atrativo, como, por exemplo:
A) Com preço: a presença do valor de algumas peças já assunto do e-mail costuma atrair cliques.
B) Com desconto em %: outra técnica para aumentar taxas de abertura.
C) Chamada criativa: “Abre, vai” // “Hey you!!” // [$Nome$] // [DESCONTO] // caracteres especiais. Simpatia vende.

2. Botões CTA – Call to Action

Uma das boas práticas na construção de peças de e-mail marketing é a necessidade de um call to action nos primeiros 300 pixels. Além disso, o call to action precisa ser claro e, como o nome já diz, chamar o usuário a fazer uma ação. O que considerar ao desenvolver um CTA:
A) Cores: o CTA deve se destacar das demais cores da peça para chamar a atenção.
B) Textos: precisam ser claros e curtos para uma decisão rápida.
C) Formatos: não dá para viajar muito, mas é possível inovar. A única exigência é que o CTA pareça uma chamada à ação, como um botão ou uma frase que estimule o clique.
A Econsultancy desenvolveu um texto com exemplos de calls to action interessantes que vale uma espiada.

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Exemplo de click-to-action da Dinda. Botão “clica clica” inerente à identidade da marca e estimulando muito obviamente ao clique.

3. Cupons de Desconto / Bônus

Quem não ama pagar menos na hora da compra? Brasileiro adora uma oferta. Ofereça cupons de desconto sempre que possível. Há algumas formas de fazer. As principais são:
A) Valor em R$: acima de tantos reais, ganha-se algum valor de desconto. Isso facilita o cálculo e a percepção de vantagem.
B) Percentual: é o jeito mais comum de oferecer desconto e funciona também.
C) Direto no carrinho: há pessoas que não gostam muito desse tipo de ação promocional porque é um processo a mais (voltar no e-mail, copiar o cupom, colar…), mas vale experimentar e testar.
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4. Horário e dias de envio

Uma das perguntas mais frequentes que recebemos é: qual o melhor dia e horário para enviar e-mail marketing? E a resposta frequente é: teste quantas vezes for necessário. O que é bom para um pode não ser para outro.
A) Testar horários manhã/tarde/noite.
B) Testar diferentes dias da semana.

5. Banner de reengajamento

Os banners de reengajamento, como o nome sugere, servem para dar mais opções de engajamento ao usuário. Normalmente possuem uma temática que foge à principal que está sendo apresentada pelo e-mail marketing. Quando, por exemplo, a peça toda trata de vestidos, o banner de reengajamento oferece calças ou acessórios que combinem.
Sugere-se experimentar variar esses blocos para verificar o interesse do público e cruzar os dados para ações futuras.
A) Conteúdo – ex: dicas de viagem // dicas de estilo. Quando se tem um blog, é muito interessante oferecer esse tipo de conteúdo.
B) Categoria off: link para a seção de outlet / ofertas do site, por exemplo.
C) Gênero oposto: se você está oferecendo apenas produtos masculinos, experimente colocar um banner com itens femininos.
Exemplo de banner de reengajamento ao final da peça da Bibi, oferecendo acessórios:
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Algumas considerações importantes
– O passado importa: analise o histórico das suas campanhas que melhor performaram e tente encontrar pontos em comum entre elas
– Seu cliente importa: às vezes o que funciona para os compradores da marca x não vai funcionar para consumidores da marca y. Conheça profundamente a sua base de contatos
– O snippet é um aliado: faça dele uma extensão do assunto e torne sua comunicação mais atrativa.
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[:pt]Da água para o vinho: o crescimento da Wine a partir do uso de big data[:]

[:pt]De todas as coisas por que o Brasil é conhecido, ser um dos mercados de mais forte crescimento no consumo de vinho não é uma delas. Mas isso está prestes a mudar. E o responsável por essa mudança é a Wine, que está criando uma cultura de apreciação da bebida por meio de ações de marketing que usam um conhecimento profundo da base de clientes.
A Wine.com.br tomou a incomum – alguns dirão ousada – decisão de tentar desenvolver uma cultura de amor ao vinho em um país onde ela mal existia antes. O momento coincide com um aumento na apreciação do produto. De acordo com pesquisa da Euromonitor International, a sede do brasileiro para o vinho importado crescerá 42% até 2016, representando o mais rápido crescimento do mercado de vinhos no mundo. Em contraste com a França, onde 45 a 50 garrafas são consumidas por pessoa por ano, o consumo de vinho per capita anual no Brasil é de apenas duas ou três garrafas.
“Sentimos que ou não dispomos de um mercado no Brasil ou existe um enorme potencial”, diz o CIO da Wine, Jorge Tung.
A startup brasileira está usando a tecnologia em nuvem e uma profunda análise de dados para identificar potenciais clientes, mantendo a carteira atual engajada através de campanhas de marketing altamente personalizadas e impulsionadas por análises de comportamento.
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Para construir sua base de consumidores, a empresa lançou, em 2010, um clube do vinho baseado em assinaturas, o ClubeW.  A iniciativa serve para incentivar os membros a tentar novas experiências, compartilhar seus comentários, e, consequentemente, voltar para mais vinho. “Demorou quatro anos para adquirir 40 mil membros e a maioria dos bebedores de vinho são experientes”, diz Tung.
O passo seguinte foi tentar converter alguns dos 77,6% dos brasileiros adultos que não bebem vinho, começando com a geração em ascensão: os millennials. A partir da parceria entre Tung e o CMO Richard Flores, a Wine enviou recomendações personalizadas de vinho aos clientes potenciais.

Não é milagre, é tecnologia e Big Data

O motor das campanhas de e-mail de marketing automatizado da Wine.com.br é a Oracle Responsys Marketing Suite, representada no Brasil pela Pmweb. A plataforma permite que a empresa desenvolva conteúdo individualizado de acordo com o nível de experiência do consumidor com o vinho. Essa capacidade torna-se particularmente importante na evolução dos clientes: de bebedores de vinho de entrada para entusiastas e, finalmente, para  conhecedores.
“Mover alguns dos nossos insumos de marketing para a nuvem nos permitiu reagir e adaptar mais rápido”, diz o CMO Flores. “Este tem sido um divisor de águas, uma vez que nossos volumes têm dobrado a cada ano.”
A plataforma, integrada com o data warehouse da empresa e seu sistema de recomendação proprietário, permite à Wine testar os dados de compra e de feedback de consumo dos clientes, bem como cruzar perfis correlatos para produzir recomendações futuras. O sistema, então, sugere os melhores produtos ou campanhas para cada cliente individualmente.

Machine Learning

A partir das ações acima, algumas regras de comunicação são estabelecidas, tais como a frequência de e-mails enviados, opt-outs e histórico de compras. Cada interação, bem-sucedida ou não, é registrada. O feedback é enviado para a data warehouse que, em última análise, realimenta o sistema de recomendação para que ele siga aprendendo com os novos dados. “Quanto mais nós usamos a integração, melhor e mais preciso o sistema se torna”, diz Tung.
O resultado ajuda a Wine a rever as campanhas com baixo engajamento e a cultivar interações e relacionamentos significativos com os seus clientes. “Apesar de a maioria ter dois conjuntos de clientes – experientes apreciadores de vinho e os novos entrantes – nós não queremos tratar os clientes como perfis, mas como indivíduos únicos”, diz Tung.
vinho
 
Desde que a Wine.com.br entrou no mercado, em 2008, cresceu de R$ 9 milhões (US $ 2,8 milhões) em seu primeiro ano ao estimado em R$ 300 milhões (US 95,5 milhões dólares americanos) em 2015. No processo, tornou-se o a terceira maior empresa de vinhos de e-commerce no mundo e o varejista online da bebida número um vinho da América Latina.
A Wine também começou a vender cerveja artesanal (WBeer.com.br) e, no ano passado, adquiriu uma empresa de cápsulas de café, a Mocoffee. Rogerio Salume afirma: “Temos o privilégio de trabalhar com o que acreditamos e com amor. Assim entregamos momentos de prazer e felicidade para cada um dos nossos clientes.”
Afinal, segmentação não basta. É preciso individualizar a comunicação. 

Fonte: Forbes

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[:pt]Mais individualização, menos segmentação[:]

[:pt]Quando se estuda marketing, um dos primeiros conteúdos abordados é o de segmentação de mercados. O conceito é claro, relativamente simples e faz muito sentido: escolher o público que mais se adequa ao produto/serviço que se deseja vender e, então, adaptar a oferta e a comunicação a ele. Diversas teorias de marketing, assim como ações comerciais, se desenvolveram sobre esse modelo. No entanto, na era do marketing digital, ainda se pode notar que a maioria das empresas tem deixado de evoluir sua atuação sobre essa simples, porém desafiadora, regra de marketing.
Talvez o fator que mais contribua para a manutenção do paradigma tradicional de segmentação seja a “gestão de campanhas”. Muito antes de ouvirmos falar sobre big data ou mesmo de vivermos a era do digital, o marketing direto tradicional já usava uma base de contatos, aplicava nela filtros e, então, enviava uma comunicação específica este subconjunto de pessoas. Nascia, assim, a segmentação de campanhas. Isso permitiu enviar conteúdos diferentes para grupos distintos de pessoas ou somente não enviar a mesma mensagem a todos e ser mais eficaz. Rapidamente se evolui para individualizar, também, a comunicação de um modo um tanto quanto rudimentar, usando algumas variáveis, como, por exemplo, o nome da pessoa. Com isso, as comunicações impressas que eram recebidas nas caixas de correio físicas iniciavam com o famoso  “Prezado Fulano,”.
Essas práticas, digamos, convencionais e antigas, ainda ecoam na mente de muitos profissionais de marketing de hoje. Talvez por sua simplicidade de aplicação, desconhecimento de novas técnicas ou por não perceberem a evolução da mentalidade do seu público-alvo. No entanto, em tempos de retargeting, mídia programática, personalização do website em real-time, entre outras rotinas automáticas, o e-mail marketing ainda não evoluiu a ponto de deixar algumas das suas amarras do passado pra trás. Talvez o legado não deixe que isso aconteça, uma vez que a comunicação por e-mail é o que mais se assemelha a uma mala-direta enviada no correio físico ou ainda porque é o canal de marketing digital que está presente desde o início da internet como a conhecemos.
Soma-se a isso o fato de que a área de marketing ainda não é quem possui a total gestão da comunicação com o cliente dentro de muitos e-commerces. A área comercial ainda influencia e, em alguns casos, decide a comunicação. Vamos pegar, por exemplo, o e-mail marketing de uma loja virtual que comunica “n” produtos para sua base de contatos. Quem decide quais itens divulgar, na maioria das vezes, é a área comercial e não a área de marketing. Ou seja, tende-se a querer anunciar/comunicar o que a empresa quer vender e não necessariamente o que o consumidor quer comprar. Ao fazer isso, se ignora claramente a máxima fundamental do marketing que diz que a empresa tem de se orientar ao cliente. Por outro lado, a boa notícia é que essa tática muitas vezes funciona. O problema é que ela funciona até certo ponto, pois quando se atinge o platô dessa mídia, começam os questionamentos de como ir além.
Essas questões, na maioria das vezes, fazem com que a área de marketing tenha de criar novas estratégias: a primeira é segmentar a base de contatos para fazer campanhas mais assertivas; a segunda é começar a se comunicar com os clientes em momentos-chave – aniversário, pós-compra, review da compra efetuada, carrinho abandonado entre outros. No entanto, se juntarmos as duas práticas, criam-se outros problemas. Entre eles deve-se definir qual campanha é prioritária sobre as outras; se o cliente deve ou não receber mais de um e-mail por dia; se é possível misturar mensagens de relacionamento com promocionais no mesmo dia.
Ao levantar esses pontos e respondê-los, o departamento de marketing irá prover mais relevância na comunicação – e, consequentemente, mais resultado a médio e longo prazo –, porém a área comercial ainda precisará atingir suas metas de vendas. Sendo assim, se é enviado um e-mail de review de compra efetuada  e não a mensagem dos produtos em promoção do dia, pode-se argumentar que se está diminuindo o alcance da comunicação das ofertas e, com isso, potencialmente reduzindo o resultado total das vendas do dia.
Existem formas de mitigar essas questões de gerir réguas de relacionamento versus e-mails com promoções mais genéricas (sejam elas massivas ou segmentadas). As duas mais comum são: incluir o cliente em uma espécie de quarentena, onde ele é excluído de comunicações promocionais nos dias em que recebe e-mails de relacionamento ou baseados em comportamento; a outra é separar as campanhas em horários distintos durante o dia.  As duas abordagens possuem falhas conceituais, porque ambas presupõem abrir mão de algo. Ou se abre mão de relacionamento e relevância ou do tamanho da audiência ou de boas práticas de entregabilidade. Esse ponto ainda é potencializado porque cada vez se criam mais réguas aplicando os programas de lifecycle marketing, ou seja,  ‘n’ possíveis programas de relacionamento e  ‘n’ comportamentos em múltiplos estágios das réguas tornam quase hercúleo o esforço de definir e gerir a priorização das campanhas.
As dificuldades apresentadas pelo paradoxo de volume versus relevância acabam sendo de difícil gestão caso a solução usada para resolvê-las sejam antiquadas. Em um mundo de big data e de cloud computing, é possível personalizar a mensagem com muito mais do que o simples “Prezado Fulano” como nos tempos do marketing direto impresso. Sendo assim, por que se deve segmentar mensagens e não personalizá-las? Ainda, é necessário alterar o entendimento sobre a personalização do conteúdo e encará-lo como sendo muito mais do que simples trocas de variáveis dentro do corpo da mensagem.
Imagine combinar todos os possíveis e-mails elegíveis (salvo transacionais) a serem enviados para cada indivíduo num mesmo dia em apenas uma peça. Para fins de exemplo, será limitado a três o número de tipos de campanhas passíveis de serem enviadas. Em uma suposta ordem de prioridade de envio, são elas:

    1. Produtos abandonados no carrinho
    2. Reabastecimento de produtos
    3. Promoções genéricas do dia

Usando o paradigma tradicional, se enviaria de uma até três campanhas no mesmo dia para cada indivíduo elegível. Fazendo o exercício de quebrar a regra vista acima, visualize um template de mensagem onde existam todos os elementos gráficos comuns a todas as campanhas – logotipo, menu e rodapé por exemplo – e, a seguir, alguns espaços em cada linha a serem preenchidos por blocos de conteúdo definidos de forma automática ou manual. Na imagem a seguir, os elementos comuns a todos são demonstrados por formas vazadas, os elementos dinâmicos por formas preenchidas no template principal e os conteúdos que podem preencher os blocos.
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Bloco 01: Avaliação se houve algum abandono de produto e nenhuma compra no último dia. Se as condições forem positivas, o bloco de produto abandonado será incluído, caso contrário não será. Importante ressaltar que esse bloco será montado dinâmica e automaticamente com os dados de abandono e descrição de produtos que devem estar integrados e/ou acessíveis.
Bloco 02: Avaliação se existe algum produto já comprado no passado que no dia de a campanha ser enviada tenha o seu prazo médio de recompra atingido. Somado, claro, ao fato de que o usuário não tenha adquirido o item novamente e nem que o tal tenha sido abandonado por ele no último dia. Somente se essas condições forem atingidas o bloco será apresentado. Da mesma forma que o bloco 01, quando o conteúdo do bloco 02 for exibido, ele será gerado automaticamente.
Bloco 03: Por definição de quem configura a campanha, se define que, caso os blocos 01 e 02 sejam mostrados, o bloco 03 ficará oculto. Caso apenas o bloco 01 ou 02 seja exibido, é apresentado o bloco 03. Este, diferentemente dos demais, será montado diretamente pelo usuário, pois se tratam de produtos definidos sem uma lógica de programação, ou seja, as ofertas serão construídas manualmente.
A lógica apresentada em cada um dos blocos, claro, é apenas uma ideia conceitual exemplificada. Mas, usando apenas esse simples exemplo, pode-se observar um total de cinco possíveis variações de campanhas a serem enviadas. Sem contar, logicamente, com o total de variáveis de produtos ou conteúdos apresentados nos dois primeiros blocos, já que eles são dinâmicos. Nessa abordagem, todas as pessoas elegíveis à campanha do dia estarão recebendo uma mensagem personalizada e mais adequada ao seu momento de relação com a marca e, por conseguinte, uma melhor experiência. Em suma, em vez de criarmos lógicas de segmentação por tipo de mensagem, cria-se uma mensagem única, porém adaptável a todas possíveis lógicas de segmentação. Assim, chega-se a uma micro-segmentação através da personalização e individualização da comunicação, mesmo de massa. Algo impensável no mundo do marketing direto tradicional.
A tecnologia já existe e está disponível. No entanto, de nada adianta contratar uma plataforma com inúmeras possibilidades sem o correto mindset e a visão de como se empoderar e tirar o melhor proveito dela. Pensar e desenvolver estratégias com paradigmas tradicionais em um meio em constante transformação e cheio de variáveis tem o seu limite de sucesso. Segmentar apenas não basta. Aplicar conceitos alternativos a problemas tradicionais é cada vez mais necessário e um diferencial na era da individualização.

*Conteúdo desenvolvido exclusivamente para a Revista E-commerce Brasil

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Boas-vindas por e-mail: a primeira impressão é a que fica

Desde fazer um convidado se sentir à vontade na primeira visita até o solidificar de uma nova relação de negócios com um firme aperto de mão. Em qualquer situação, uma recepção calorosa é essencial para um relacionamento começar com o pé direito.
Calorosas boas-vindas são cruciais para o canal e-mail marketing. Da mesma forma que você jamais vai ignorar um cliente que entra em sua loja, marcas que trabalham com e-mail marketing não devem se esquecer de dar um ‘alô’ quando uma pessoa se inscreve para receber a comunicação da marca.

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A fim de garantir o engajamento entre os clientes, as empresas precisam analisar se o seu programa de boas-vindas é eficaz. Por exemplo, se a marca envia apenas um e-mail de boas-vindas e ele não está gerando engajamento, é provável que será necessário adicionar mais comunicação – para muitos clientes, é preciso mais do que uma peça com bom conteúdo para que comecem a clicar.

Seu cliente é o centro da sua estratégia?

As Lojas Colombo, varejista gaúcha que possui lojas físicas e e-commerce, são um exemplo de boas práticas de welcome. Junto à Pmweb e utilizando a ferramenta Oracle Responsys Marketing Suite, a empresa desenvolveu uma série de e-mails individualizados, enviados na primeira semana após o opt-in. Os envios são automatizados e ocorrem em três etapas.
A régua de relacionamento de boas-vindas da Colombo apresenta receita por e-mail e taxa de abertura duas vezes maiores que a média geral das campanhas da marca.
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A partir do momento em que o usuário entra para a base da Colombo, ele passa a fazer parte do programa de lifecycle marketing da empresa, recebendo mensagens individualizadas em seu e-mail. A iniciativa rendeu à Colombo um Markie Awards, na categoria Customer Centricity, que premia empresas que colocam o cliente no centro da estratégia.
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Double opt-in: validação de dados

Utilizando dados e essa abordagem baseada em gatilhos, as marcas podem criar programas de boas-vindas personalizados, que constroem um forte e contínuo relacionamento com o cliente. No entanto, para fazer isso com sucesso, uma boa higiene de dados também é essencial. Por exemplo, a partir do opt-in, a marca pode implementar uma validação para garantir que os dados que estão sendo capturados são precisos (double opt-in). Isso garante que o relacionamento comece sem quaisquer erros e significa que as sementes estão sendo semeadas para uma relação forte e perene com a marca.
Se um cliente não receber o e-mail que ele imagina ter se inscrito, por exemplo, ele pode ficar frustrado com a marca. Incluir etapas adicionais no processo de validação dá uma garantia às marcas de que elas têm os dados certos dos clientes, permitindo a elas proteger sua reputação e se engajar com os verdadeiros compradores em potencial.
A primeira impressão é a que fica. Pode até ser uma expressão popular, mas é também um fato em comunicação. Lembrar um cliente por que ele se inscreveu para ouvir a mensagem de sua marca com regularidade e fornecer conteúdo direcionado vai conduzir fidelidade em longo prazo.
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Em uma loja lotada, o serviço é um enorme diferencial; se os clientes tiverem uma má experiência, é muito improvável que eles irão voltar. Cada e-mail para o cliente deve ser valioso; um programa forte de boas-vindas significa que seu relacionamento começa de forma positiva e, quando acompanhados com conteúdo relevante e interessante, que a relação tem muito mais potencial para crescer.
Fonte: Modern Marketing Blog

[:pt]Gmail postmaster tools – o Google e a entregabilidade[:]

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Recentemente, o Product Manager e responsável pelos filtros anti-spam do Gmail, Sri Harsha, anunciou no blog do Gmail o lançamento do Gmail Postmaster Tools.
Segundo Sri, menos de 0,1% dos e-mails que chegam até o inbox são realmente mensagens spam, enquanto a porcentagem de mensagens desejadas que alcançam a pasta de spam é menor ainda, ficando em torno de 0,05%. Ainda assim, esse recurso disponibilizado pelo Gmail  ajudará muito os remetentes de altos volumes a analisarem seus dados e otimizarem seus fluxos para entregarem as mensagens desejadas no inbox.
Mesmo os filtros anti-spam do Gmail sendo bastante eficientes, as informações que o Gmail fornecerá permitirão novos tipos de análises por parte dos remetentes, tornando as informações extraídas mais consistentes do que apenas a página de Diretrizes para remetentes em massa, que, embora siga todas boas práticas de envio, não permite insumos e feedbacks de dados para posteriores correções e melhores entregas.
Com fonte de dados proveniente diretamente do Gmail, será possível identificar uma série dashboards, com as seguintes informações:
// Volume de usuários que marcaram spam versus mensagens no inbox (informação disponível somente para remetentes autenticados com DKIM)
// Reputação diária de domínio (classificado em “bad”, “low”, “medium” e “high”) e reputação de IP classificada entre 0% a 100%;
// Feedback loop (para aqueles remetentes com o recurso implementado) mostrando o volume de reports spam por dia;
// Autenticações: apresentando o tráfego de e-mails que passaram por cada uma das autenticações SPF, DKIM e DMARC;
// Erros de entrega: mostrando o tráfego de e-mails rejeitados em relação ao tráfego de envios autenticados.
Para ter acesso a todos estes dados do remetente, basta acessar a página de postmaster do Gmailseguir o passo a passo para cadastrar o domínio de envio e, posteriormente, provar ser o proprietário do domínio. Essa prova é feita incluindo um arquivo TXT nas configurações de DNS do remetente. Depois disso, é só aproveitar para analisar os dados e fazer análises mais apuradas sobre o processo de entregabilidade neste provedor.[:]

[:pt]Marketing e tecnologia da informação: mais próximos do que nunca[:]

[:pt]Há algum tempo observamos uma ruptura no perfil do profissional de marketing atual. Entendia-se que, para trabalhar nessa área, a pessoa deveria ter habilidades mais criativas e relacionadas às ciências humanas, menos matemáticas e exatas. Mas essa linha está cada vez mais fina e delicada, uma vez que o desafio desse tipo de profissional é transformar dados em ações. E essas ações precisam ter o consumidor como centro da estratégia.
Clouds spelling out marketing in the sky
A dependência dos dados para o desenvolvimento de estratégias efetivas traz à tona outro tipo de profissional: o de tecnologia de informação. Esse cara não pode mais ser o arquétipo do programador fechado em sua baia, olhando para códigos com fone nos ouvidos e sem olhar para os lados. Ele não pode mais somente se preocupar com os aspectos técnicos, mas com o ramo do negócio como um todo. O profissional de TI precisa entender a missão da empresa. O setor de tecnologia de informação tem de ser um departamento aberto, voltado para fora. É papel dos profissionais de TI saber como seu trabalho pode ajudar a alcançar os objetivos da empresa.
Quando as áreas de marketing e TI relacionam-se em sintonia e em torno de um objetivo comum, fica mais fácil elaborar e desenvolver um projeto de business inteligence, que vai beneficiar a empresa e seus clientes. Ambos os setores têm de compreender as necessidades e os processos um do outro e isso se resolve com entendimento mútuo. TI entendendo a missão de marketing e o marketing compreendendo TI como um apoio estratégico que dá as melhores soluções tecnológicas.
Dados consistentes e bem modelados são fundamentais para estratégias assertivas de comunicação. Por exemplo, o Luizalabs, braço de tecnologia do Magazine Luiza, desenvolveu um programa próprio de recomendação de produtos. O sistema capta os dados de comportamento do usuário no site e essas informações são recebidas e parametrizadas pela Pmweb e utilizadas em ações de e-mail marketing automatizadas. Essa inteligência artificial garante conteúdos relevantes para cada cliente do Magazine Luiza: se ele navegou e clicou em artigos esportivos, se o cliente navegou e clicou em produtos de informática receberá recomendações da categoria na próxima comunicação por e-mail.
A ferramenta de recomendação foi possível graças à sinergia entre os times de TI e marketing, que trabalharam em torno de um objetivo comum: aprimorar o relacionamento online com o cliente. Aliás, unir a diversidade de competências comuns a marketing e tecnologia da informação em prol do consumidor será diferencial de uma marca em tempos de big data.[:]

[:pt]Machine learning – você precisa saber a respeito[:]

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Faz poucos dias o site How Old Do I Look caiu nas graças da internet. Usando tecnologias de reconhecimento facial (assim o Facebook faz com as fotos, em que ele sugere marcar seus amigos), o sistema analisa fotos e mostra quase instantaneamente a idade e o sexo das pessoas que estão nas imagens. Confesso que dá um medinho de parecer mais velho para a máquina, mas comigo ele acertou quase em todas. É divertido.

Site How Old do I Look
Site How Old do I Look

Um dos princípios por trás dessa tecnologia é a machine learning, em que os sistemas criam alguns parâmetros com base em comportamentos e características e ‘aprendem’ conforme novas ações ou dados vão surgindo. Na última década, a aprendizagem das máquinas nos trouxe carros que dirigem sozinhos, pesquisas na web mais eficazes e uma melhor compreensão do genoma humano. O conceito de machine learning está tão difundido hoje, que você provavelmente tem contato com isso diversas vezes por dia e nem sabe. Muitos pesquisadores também acham que essa é a melhor maneira de fazer progressos no sentido de trazer nível humano à inteligência artificial.
Atualmente ela é considerada a tendência, em dados e análise, mais importante para todo mundo, não apenas para aqueles que estão tentando usá-la para aumentar a receita e oferecer novos valores para consumidores.
Trazendo para a realidade do lifecycle marketing, vai levar os sistemas a identificarem o melhor momento e o indivíduo com quem se comunicar. No e-commerce, promete auxiliar no sistema de recomendação de produtos a partir da segunda ou da terceira compra, quando há mais insumos de web behavior, permitindo antecipar comportamentos de compra ao implementar programas de cross sell e up sell, por exemplo, com mais assertividade.
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Mas, para tudo isso acontecer, é preciso, antes, ter três premissas aplicadas na sua empresa:

  1. Contratar uma tecnologia que possua insumos para machine learning
  2. Ter profundo conhecimento da aplicabilidade dos dados first, second e third party
  3. Aproveitar todo conhecimento sobre os dados e praticar data-driven marketing

Para saber mais:
A Stanford University oferece um curso online gratuito de Machine Learning. Os vídeos das aulas também tem legendas em português. Uma boa oportunidade!
Fontes:
How Old Do I Look
Stanford University 
Advertising Age[:]

Marketing de relacionamento: como melhorar em 5 passos

Ainda hoje as empresas focam seus maiores esforços em vendas do que em relacionamento. Parece óbvio, uma vez que as vendas são a porta de entrada da receita das organizações e a nossa economia do consumo está cada vez mais exigente e competitiva. No entanto, investir em marketing de relacionamento é justamente influenciar diretamente nos resultados de vendas e ter um diferencial em meio ao barulho das marcas que disputam a atenção.
Há algumas semanas falamos sobre customer centricity. Esse conceito vai muito ao encontro do marketing de relacionamento, que pode ser definido assim:

Para Phillip Kotler: É a prática da construção de relações satisfatórias de longo prazo com partes-chave [...], para reter sua preferência e negócios a longo prazo.
Para Rosabeth Kanter: É conhecer profundamente o cliente.

Unindo esses dois princípios, é possível melhorar o relacionamento com a base de clientes em cinco passos básicos:

Passo 1: Você já tem as respostas, basta descobrir as perguntas

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Certamente a sua empresa registra os clientes por meio de um cadastro e também as movimentações de compra e venda. Em se tratando de um e-commerce, isso se torna ainda mais fácil através de traqueamento de web behavior que algumas plataformas de lifecycle marketing como a Oracle Responsys Marketing Suite oferecem.
Portanto, tenha um sistema de marketing automation.  Contrate uma ferramenta que permita armazenar e utilizar os dados do consumidor, como histórico de compra e comportamento, para criar, executar, otimizar e gerir campanhas de marketing de ciclo de vida.
Usando o exemplo que ouvi esses dias na palestra do Augusto Rocha, nosso sales partner: digamos que você é uma farmácia. Seu cliente comprou duas caixas de 30 comprimidos de um medicamento de uso diário e contínuo. Você sabe que ele precisa tomar um por dia.
Fato 1: medicamento de uso contínuo = ele precisa continuar comprando
Fato 2: duas caixas de 30, um comprimido ao dia = ele vai ter remédio suficiente para 60 dias
Pergunta a ser feita: O que você está esperando para ativar um programa de recompra na sua plataforma de email marketing, que manda um email para esse consumidor daqui a 50 dias lembrando-o de não ficar sem seu medicamento?

Passo 2: Diga o que seu cliente quer ouvir

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Uma pessoa que acabou de comprar uma TV na sua loja não quer receber ofertas de televisores (muito menos se o mesmo aparelho que ele adquiriu está com 40% de desconto). Esse consumidor está em outro momento (talvez agora comece a planejar um home theater). Por isso a importância de enviar a mensagem certa, para pessoa certa e no momento certo.
Ative programas de relacionamento com foco em cross sell e up sell e depois convide-o a avaliar o produto adquirido. Isso pode ser automatizado via plataforma.
Trate seu cliente como uma pessoa única e não um grupo. Conheça profundamente o seu consumidor. Lembra da Kanter?

Passo 3: Perguntar não ofende

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Imagina que máximo se você não soubesse apenas que a pessoa toma um remédio de uso contínuo para regular a tireoide e que adquiriu uma TV nova da marca X. Imagina que você sabe o dia do aniversário dela, o nome dos seus filhos e da esposa. Você também sabe o time dela e suas preferências de cores, estilos e outras peculiaridades. Isso é o mundo perfeito e, o melhor: você pode alcançá-lo.
Desenhe uma estratégia de progressive profiling e vá perguntando aos poucos, cruzando dados de compra e comportamento web e logo você saberá tudo sobre seu consumidor. Isso será ouro para a assertividade das suas estratégias de relacionamento e de vendas.

Passo 4: Mantenha o ritmo

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Quem é visto é lembrado, isso é verdade. Então apareça sempre que possível, mas sem exagerar. Essa medida é particular e quem a tem é você. Meça o engajamento, faça testes A/B. Análise é parte fundamental do processo do marketing de relacionamento. A definição do Kotler cabe direitinho neste passo.

Passo 5: Participe da conversa

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O Magazine Luiza desenvolveu a personagem Lu para aproximar a comunicação online da marca com os clientes. Ela representa uma vendedora virtual e, entre as estratégias de conteúdo apresentadas pela personagem estão as “Dicas da Lu”, onde ela apresenta dicas de conservação e utilização de produtos recém-adquiridos no e-commerce. Além disso, ela traz as Ofertas da Lu, além de dar as boas-vindas para novos cadastros e parabenizar “pessoalmente” quem está de aniversário, tudo isso por e-mail. As taxas de engajamento dos programas de relacionamento que trazem a Lu como protagonista são mais altas que dos programas comuns de ofertas por e-mail.
Lembre-se: seus clientes são pessoas e não números.