[:pt]De que maneira as marcas geram confiança no seu público?[:]

[:pt]O conceito de confiança está geralmente ligado às grandes e tradicionais empresas. Mas quando falamos de novas e disruptivas marcas, surge a pergunta: de que forma elas conseguem gerar confiança no seu público?
A diretora de Marca e Commerce da Kantar Brasil, Luciana Piedemonte, analisou o assunto:
– Ao pensar no conceito de confiança é comum termos em mente imagens de marcas e organizações sólidas, gigantes, antigas ou tradicionais, com uma base de usuários grande e leal. Contudo, diante disso, vêm os questionamentos:
Quais foram os primeiros anfitriões do Airbnb que decidiram deixar estranhos em suas casas à noite? Ou os primeiros passageiros da Uber que decidiram ignorar o que as mães lhes disseram e permitiram que um estranho os levasse para casa?
Afinal, o que as marcas disruptivas fazem para gerar confiança no seu público?
Luciana Piedemonte credita ao princípio dos 3 “is” de confiança: integridade, identificação e inclusão. E explica:
– A estrutura dos 3 “is” – integridade, identificação e inclusão – é baseada em uma pesquisa global da Kantar sobre como e no que as pessoas confiam em nosso mundo cada vez mais imprevisível. Juntos, esses três princípios trazem um novo olhar para a confiança e ao que ela realmente significa atualmente.
Integridade: cumprir o que se promete
A confiança é baseada principalmente em uma percepção de integridade, que é essencialmente sobre fazer o que promete, ser honesto, assumir o controle e recuperá-lo quando as promessas são quebradas.
Ao decidir se deve ou não confiar em algo novo, as pessoas procuram sinais de integridade e que podem servir como heurísticas (processos cognitivos empregados em decisões não racionais) confiáveis na ausência de experiências reais.
As marcas têm se apoiado em autoridades, celebridades, influenciadores e experts para transmitir confiança e credibilidade ao público. Mas muitas dessas heurísticas desmoronaram nos últimos tempos. As pessoas estão aprendendo a lidar com múltiplas versões da verdade, seja no mundo das marcas, ciência, notícias e mídia ou política, e tem havido uma erosão nessa forma de construção de confiança.
A integridade continua sendo a base da confiança e as marcas precisam encontrar novas maneiras de mostrá-la. No entanto, em um ambiente em que ela é mais difícil de avaliar, isso já não é mais o suficiente, concluiu a diretora.
Identificação: estabelecer uma conexão
A identificação é uma das mais poderosas fontes de confiança em tempos de incerteza, e é um aspecto que encontramos repetidamente em nossas conversas com pessoas de todo o mundo.
“Quando os dados, a autoridade ou outras fontes racionais de confiança são questionáveis, as pessoas voltam a confiar em suas emoções. Estamos programados a confiar naqueles que são familiares e semelhantes, com quem compartilhamos valores e metas e que estão ‘no mesmo barco’, que são tão vulneráveis e têm tanto a perder quanto nós”, afirmou Luciana.
A identificação é baseada na capacidade de “ver” alguém, ter acesso ao seu verdadeiro e autêntico “eu”, mesmo que esses “eus” não sejam perfeitos. Entre outras coisas, isso significa criar um rosto humano para a marca e apontar um conjunto de valores que ela suporta.
Uma pesquisa qualitativa realizada pela Kantar revelou que as pessoas apreciam marcas que se posicionam e estão dispostas a “viver seus valores” na maneira como administram seus negócios. Por isso, marcas pequenas e artesanais são, geralmente, mais fáceis de gerarem identificação se comparadas às grandes corporações anônimas.
Nesse sentido, as marcas que passaram de pequenas às grandes são particularmente desafiadas. E ao passar por esse crescimento devem ter consciência do ponto disruptivo que esse novo tamanho as insere, onde a valorização é feita com base em um conjunto diferente de regras.
A ascensão e queda da Uber exemplifica isso claramente. Do pequeno herói que criava viagens acessíveis e renda extra a “pessoas como nós”, a Uber tornou-se uma corporação gigante com a qual ninguém queria identificar-se: acusada por tratamento desumano a motoristas e funcionários, descumprimento de regulação e falta de responsabilidade quanto à segurança dos passageiros. Parte da estratégia de mudança da Uber se concentrou em recuperar o lado humano da marca, na forma de uma promessa pessoal do CEO, bem como colocar seus motoristas como prioridade.  
Inclusão: construir um senso de parentesco
Somos “programados” a confiar naqueles que consideramos parentes, naqueles que fazem parte do nosso grupo de alguma forma, seja família, comunidade, país ou mesmo pessoas com valores similares. E é o mesmo pensamento quando se confia em marcas ou organizações. Sentir-se incluído no mundo da marca cria uma experiência de estar do mesmo lado, uma maior receptividade às mensagens e uma disposição para perdoar.
“Inclusão significa que a marca dá algum controle aos seus clientes e pede que eles invistam parte de si mesmos no seu mundo.”
Nós confiamos em nossos parentes porque eles são uma extensão de nós mesmos, e essa relação seria equivalente a um investimento. As comunidades de usuários bem-sucedidas são um exemplo desse tipo de inclusão, para as quais as pessoas contribuem por causa de recompensas intrínsecas.
Um exemplo disso é o processo de seleção do Airbnb, que exige que as pessoas passem por um processo de seleção de várias etapas antes de estarem habilitadas a receber um convidado. Ao criar alguns custos de entrada como a necessidade de prova de identificação, cartão de crédito, fotografia, a marca aumenta o valor da inclusão na comunidade e deixa claro que outros membros do Airbnb passaram pelo mesmo processo e, por isso, são tão confiáveis quanto você.
Ser um usuário do Airbnb exige investir algo pessoal em cada estágio, desde apresentar-se de maneira atraente a um possível convidado, até escrever uma avaliação no final do processo.
E, diante de tudo isso, ao tratar as pessoas como iguais, abrindo mão do controle e convidando a investir algo pessoal, as marcas podem estabelecer um senso de parentesco que gera confiança.
Os profissionais de marketing de diversos segmentos sempre pensaram a confiança como um resultado de terem cumprido uma tarefa com êxito. Mas no cenário atual, em que existe uma crise de confiança, é importante ter uma estratégia proativa para inspirá-la. E os 3 ‘is’ mostram como fazer isso seguindo os princípios simples que fazem um ser humano confiar um no outro, finalizou a diretora de Marca e Commerce da Kantar Brasil.
Fonte: Panrotas[:]

[:pt]8 dicas para aumentar as vendas no dia do consumidor[:]

[:pt]O cliente é a chave para o sucesso de uma empresa, é quem permite a sobrevivência dos negócios. Por isso, nada mais justo do que uma data dedicada a ele, como o Dia Mundial do Consumidor, comemorado em 15 de março.
Confira 8 dicas para aproveitar a data para vender mais, para fidelizar clientes e atrair prospects com ofertas e benefícios exclusivos.
1. Ofereça promoções: Palavra mágica que atrai os consumidores. Pode ser um frete mais barato ou desconto em produtos ou serviços específicos. O importante é mostrar ao cliente que ele está sendo beneficiado neste dia especial;
2. Escute seu cliente: No Dia do Consumidor abra ainda mais o canal de comunicação entre a empresa e o cliente. Escute o que ele deseja, suas reclamações, sugestões e elogios. E após, trace um plano de ação para pôr em prática as melhorias sugeridas por ele.
3. Ajude o cliente a comprar: Deixe todo o seu time pronto para atender as dúvidas e demandas dos consumidores. Seja na loja física ou na loja online, todos devem conhecer os produtos e/ou serviços oferecidos para esclarecer dúvidas, dar dicas de como usá-los e como aproveitar ao máximo a compra.
4. Olho na concorrência: Seja no concorrente similar ou maior que você, fique atento para saber como está o mercado e quais as necessidades e desejos do cliente você tem mais chances de atender. Mas lembre-se sempre de ser fiel aos seus valores e aos do seu negócio;
5. Divulgue a data e os benefícios que irá oferecer: Faça propaganda, divulgue como irá funcionar, quais serão os benefícios e descontos oferecidos. Use todos os canais disponíveis para que o seu cliente compre de você e não de um concorrente. E lembre-se, deixe as políticas bem claras para evitar mal entendidos e reclamações.
6. Inove: Mesmo que sua empresa trabalhe com um produto ou serviço que você já sabe que vai vender, sempre existe a possibilidade de inovar e atender outras expectativas, desejos e resultados. E quando se trata de datas comemorativas, inovar pode ser um diferencial para se destacar.
7. Adote uma causa social: Ajude a melhorar o mundo adotando uma causa que sua marca vai apoiar. Além de fazer o bem, seus clientes perceberão que você não está apenas preocupado em vender, mas também em melhorar a vida das pessoas. Isso também ajuda a aproximar consumidores que possuam valores parecidos com os de sua marca, criando mais laços e ajudando a fidelização.
8. Respeite os direitos do consumidor: De nada adianta oferecer um atendimento “super legal” pelas redes sociais e proporcionar mimos para seus clientes em datas especiais se não respeitar seus direitos mais básicos, garantidos por lei. Seguir essas premissas não é só uma maneira de estar em dia com as regras do e-commerce, mas também uma forma de mostrar ao consumidor que você o leva a sério.[:]

[:pt]Data is the new money[:]

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Dados. Dados. Dados.

Eles estão em todos os lugares e são mais importantes do que você imagina.
bigdata
Quão importante é saber o histórico de compras para enviar uma nova oferta?
Quão essencial é saber onde o cliente mora para enviar uma promoção de aéreo?
Quão fundamental é saber o momento da vida do seu cliente? É hora de enviar oferta de panela ou assinatura de fralda?
Seu cliente é fã de cartão de crédito ou com um pequeno incentivo paga no débito ou no boleto?
Ele compra cervejas ou é fã de um bom vinho?
Ele mora sozinho ou com a família?
Ele tem carro ou usa transporte público ou táxi?
Tem animal de estimação?
Boa parte dessas informações está nas fontes de dados das empresas e não é utilizada da forma devida. Seu cliente é único e quer ser tratado de tal forma. Para tornar a comunicação individualizada, você precisa entender os seus dados, interpretar e extrair deles insumos para as suas decisões.

Vamos ver algumas origens de dados e como aproveitar eles nas suas estratégias:

– histórico de compras: é a relação de tudo aquilo que o cliente já adquiriu na sua loja, a forma como pagou, qual foi a entrega escolhida e etc. Com isso, sabe-se sobre a recorrência, o ticket médio, o quanto ele é suscetível a promoções e a datas especiais. Melhor ainda se você conseguir unir o histórico de compras online com as compras em pontos físicos, com isso, você poderá extrair ainda informação do tipo de produto que ele prefere comprar na web ou no ponto de venda e poderá inferir com mais assertividade sobre a relação deste cliente com a sua marca.
– histórico de crédito: mostra o comportamento do cliente como tomador de empréstimos e financiamentos, fala sobre quanto pegou emprestado, de quem foi, quanto tempo demorou a pagar, se pagou em dia, etc. Com bases nestas informações, instituições financeiras podem oferecer novos produtos com taxas especiais de financiamento, marcas podem abrir linhas especiais de crédito para um segmento específico de clientes ou ofertar outros serviços do mesmo grupo, expandindo o mix de produtos dentro da mesma carteira de clientes.
– web behavior: essa é uma fonte riquíssima de informação! Através dela que é possível identificar por quais produtos o cliente navegou, se clicou, quanto tempo permaneceu na página, se leu as recomendações, quantas vezes visitou a mesma página, se procurou produtos similares ou substitutos. Mostra também o comportamento do cliente com o website, oferecendo insights valiosos para que a empresa possa sempre aprimorar a experiência web do cliente, facilitando a busca de produtos e reduzindo o número de cliques, tudo para aumentar a conversão.
– in store behavior: da mesma forma que mapeamos o comportamento do cliente no website, é possível acompanhar a jornada dele dentro da loja. Por quais corredores ele passou, por quais produtos se interessou, quais olhou e não colocou no carrinho. Ele ficou passeando e olhando os produtos ou foi direto para o que ele precisava? Os dados in store são muito valiosos e são tendência ao redor do mundo.
– fidelidade: um cliente fiel é um cliente que tem uma taxa de recompra positiva. A recompra se dá por diversos motivos: uma experiência de compra satisfatória, produtos de qualidade, pagou um preço que achou correto e foi bem atendido. Todos os quesitos fazem o cliente voltar a fazer negócios com uma marca. Como existem inúmeros graus de fidelidade, as marcas criam diferentes segmentações de acordo com o nível de engajamento e, através disso, oferece diferentes benefícios e condições exclusivas. Um cliente fiel é um cliente que se lembra da sua marca, que a tem como preferência de compra e que, muitas vezes, aceita algum tipo de inconveniente por conta da positiva relação já construída.
– interesse: é importante que você saiba um pouco mais sobre o seu cliente, independente dos seus canais. Dados demográficos sobre a idade e o sexo, juntamente com os interesses expressos nas suas atividades online como as categorias de afinidade, segmentos de interesse no mercado. Com base nestas informações, é possível fazer inferências específicas para entender comportamentos e previsões.
Com tantas informações à disposição, mandar a mesma mensagem para todos os clientes é como mandar ele embora da sua loja. Crie campanhas que façam sentido para o destinatário. Automatize suas estratégias com tecnologia. Faça e-mails com conteúdo dinâmico. Use essas informações para se aproximar do seu cliente.
Data is the new money. Não economize.
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