Como planejar seus testes A/B

21/03/17

Quem faz testes A/B já conhece a expressão “um teste nunca perde”. Essa frase se popularizou conforme os profissionais puderam comprovar por experiência própria os benefícios de testar em vez de adivinhar. Afinal, um teste A/B nada mais é do que um laboratório onde podemos aplicar ideias e conceitos para confirmar a resposta do público do site de acordo com a versão (A ou B) que apresentar melhores resultados de navegação. Em outras palavras, o aumento na taxa de conversão.

Vantagens do planejamento

Se diz que um teste nunca perde porque mesmo a versão B apresentando melhor resultado em conversão e usabilidade, conseguimos medir a performance para extrair insights valiosos até dos menores testes.

Dito isso, a principal vantagem de planejar seus testes A/B é poder aumentar a assertividade. Dessa forma, conseguimos eliminar os “achismos” e atacar os pontos fracos que estão separando seu site do caminho da conversão. Quem não entende como o cliente pensa e navega está trabalhando às cegas.

Qual a melhor forma de planejar meus testes A/B?

  1. Análise de usabilidade

Antes de qualquer coisa, é essencial que se conheça o comportamento dos usuários que estão acessando o site. Com base nessa navegação conseguiremos identificar onde estão as barreiras para a finalização das compras. Feito isso, já temos um entendimento melhor sobre o processo para planejar soluções assertivas.

Uma boa forma de analisar esse comportamento são os mapas de calor, que mostram onde os usuários estão movimentando o mouse e se interessando em clicar. Também podemos levar em consideração vídeos de navegação que gravam de que forma os  usuários reagem a usabilidade do site facilitando assim a visão de quais funcionalidades estão dando certo dentro do mesmo.

2. Análise heurística

Há quem diga que o gramado do vizinho é sempre mais verde. Tendo em vista esse pensamento, uma análise que também é utilizada para apresentar sugestões de testes é a heurística, onde temos uma equipe interna navegando dentro dos sites dos concorrentes e buscando soluções como: melhores fluxos de navegação, conceitos e tendências, funcionalidades, etc.

Para esse tipo de análise vale lembrar que nem sempre o que funciona em um site funcionará para outro, pois se deve levar em consideração o perfil do usuário que está navegando.

3. Análise do Google Analytics (GA)

Com o GA conseguimos ter uma visão estratégica do comportamento dos usuários dentro do site. Por exemplo: por quais dispositivos eles acessam: desktop, mobile ou tablet? Mais do que isso, quais são as fontes de tráfego: mídia paga, orgânico, direto, referência, social? Outra vantagem é verificar as principais páginas onde ocorre o abandono, além da possibilidade de conseguir montar personas do seu público.

As análises são válidas para qualquer dispositivo?

São, contudo devemos ter um olhar mais crítico quando falamos de dispositivos mobile: o aumento no número de acessos não implica em um crescimento na taxa de conversão por si só.

Da mesma forma que o público que acessa via desktop é diferente do de mobile, precisamos entender o perfil dos usuários tanto de Android quando de iOS, analisando diversas variáveis como, por exemplo, poder aquisitivo vs ticket médio do site, para assim definirmos qual estratégia fará mais sentido para cada um.

Independentemente do dispositivo, é importante compreender o comportamento do usuário para evitar rotas de fuga e problemas de navegação.

O aumento na taxa de conversão depende de um teste adequadamente planejado e executado com um parceiro estratégico bem alinhado com as metas da marca. Se o seu site apresenta algum destes sinais, te convidamos a conhecer os serviços de CRO oferecidos pela Pmweb.
Artigo escrito em colaboração com Thamires Amaral.