Data driven marketing: 7 tendências para mudar o relacionamento com o cliente

21/06/16

Ou sua empresa põe o cliente no centro da estratégia ou é esquecida. Se olharmos para alguns exemplos da história recente, temos a Netflix que entendeu que o controle pertence ao consumidor (literalmente) e entregou a ele a experiência do entretenimento na totalidade. A Apple, que entre outras revoluções, fez muito pela música com o iTunes – que já está sendo substituído pelo Spotify. A disrupção causada pelo Airbnb, pelo Uber e por outras marcas que provam que a desintermediação é uma grande tendência.

Data driven marketing é sobre o cliente e sobre como entregar a ele a experiência mais relevante. Permite usar os dados disponíveis para desenvolver ações de comunicação direta individualizadas que podem ser acompanhadas, mensuradas e otimizadas. Veja sete tendências em data driven marketing que visam tornar o cliente o centro de tudo.

1. Hiperpersonalização: individualizar a experiência do consumidor não é mais opcional. Todo e qualquer comportamento online deixa rastros que podem se transformar em dados para, em seguida, virar informação e entregar a comunicação mais relevante ao consumidor enquanto indivíduo.

black-and-white-city-man-person

2. People-based targeting: oferecer relevância depende de mais do que apenas do comportamento de compra online do cliente. Dados provenientes de mídias sociais, comportamento de navegação e de compras offline também devem ser considerados. O identity-based marketing ajuda a entender o impacto total das campanhas online, rastreando compras em lojas físicas de clientes expostos ao marketing online.

3. Integração: nenhum homem é uma ilha. Nos próximos anos não será mais possível pensar em data driven marketing sem equipes plurais e sem integração de esforços. Marketing, TI, vendas, BI, comercial e outras áreas unidas para o entendimento dos dados e em prol da melhor experiência para o cliente.

4. Convergência B2B e B2C: equipes de marketing B2C estão começando a aplicar estratégias de relacionamento há muito utilizadas pelo B2B. Enquanto isso, os marketers B2B estão aprendendo com B2C e começando a usar técnicas de retargeting e outras para chegar até os leads como parte de suas campanhas cross-channel.

5. Comportamento multiscreen: quanto seu consumidor compra pelo app ou pelo site? Ele usa mais desktop ou mobile para pesquisar produtos? Como ele chegou ao site? O comportamento multitela é um dado importante para entender o perfil do consumidor e personalizar a oferta.

6. Redefinição de ideais de fidelidade: ser mobile-friendly não é opcional e o frete grátis está perdendo o status de diferencial. Para as empresas omnichannel, opções como devolução facilitada e estratégias click-and-collect apresentam novas possibilidades para alcançar lealdade do consumidor. Mas antes de tudo, a transparência e consistência de experiência em todos os canais são o principal para o estímulo à compra e à recompra. É preciso conduzir o cliente à conversão.

7. Design e user experience: usabilidade é fundamental para as empresas que quiserem permanecer competitivas. Os novos usuários estão menos propensos a persistir em interfaces confusas. Para saber – não só “achar” – o que funciona e o que não funciona é preciso testar: testes A/B e multivariados são um excelente caminho.

Data is the new money. Não economize, invista. Ou você vai perder dinheiro.