Seis previsões de Mobile Marketing para 2015

05/11/14

Neste ano, nos Estados Unidos, o uso de dispositivos móveis ultrapassou o de desktops, com um total de 60% do tempo gasto em smartphones e tablets. Isso representou um aumento de 10% em relação ao ano anterior e, pela primeira vez, a tela móvel tornou-se a principal. Esse fato vai definir não apenas o panorama do mobile marketing, mas também toda a estratégia de mídia digital em 2015.

Com isso em mente, foram realizadas pesquisas e entrevistas com líderes da indústria e chegou-se às seguintes previsões e alguns dos principais temas que espera-se ver no próximo ano.

1. Mais de 15 milhões de unidades de Apple Watch serão vendidas

Em 2014, os wearables (dispositivos que podem ser “vestidos”) se tornaram uma realidade a partir do anúncio superantecipado do Apple Watch. O produto ainda nem chegou ao mercado e conseguiu ofuscar lançamentos de smartwatches de todos os outros grandes fabricantes de eletrônicos. Em 2015, a tendência wearable tem o potencial de redefinir e reacender todo o ecossistema móvel.

Previsões de Mobile Marketing para 2015

Fonte: Apple

 

O relógio Pebble, enquanto um dispositivo inovador, só vendeu cerca de 500.000 unidades até o momento. O Samsung Galaxy Watch se saiu melhor, vendendo quase 800 mil unidades. Estes números modestos de vendas sugerem que, por enquanto, os wearables são apenas um produto de nicho para nerds no Vale do Silício. É provável que a estreia do Apple Watch, no entanto, irá demonstrar a viabilidade comercial dos wearables. Apesar de algumas estimativas de vendas do relógio estarem  na casa dos 30 milhões de unidades no próximo ano, a pesquisa que embasou este texto acredita que serão vendidos pelo menos 15 milhões de aparelhos em 2015.

2. Empresas de tecnologia e propaganda vão se consolidar ainda mais

Em 2014, o mercado de publicidade móvel inflou: o Facebook informou que 62% de sua receita de anúncios em mobile no primeiro semestre e os gastos globais de mobile marketing aumentaram 75%, para cerca de 32 bilhões de dólares, isto é um quarto do investimento em anúncios digitais do mundo inteiro.

Além disso, houve um investimento maciço em real-time bidding (lances em tempo real ou RTB), com investimentos de até 69% a partir do primeiro trimestre. As redes de anúncios passaram adotar RTB ou comprar diretamente de empresas focadas em anúncios móveis: Yahoo adquiriu Flurry, Millennial Media adquiriu tanto Nexage quanto JumpTap e Twitter adquiriu NamoMedia e TapCommerce; além de uma série de outras aquisições e fusões menores, que são muito numerosas para mencionar.

RTB e compra programática estão claramente no top of mind de todos que trabalham com mobile marketing. Para o próximo ano espere aquisições para acelerar o segmento, pois é o único caminho viável para a maioria dos principais players entrarem no mercado de RTB.

3. Compra de anúncios por geolocalização em escala será possível

Anúncios por geolocalização em dispositivos móveis têm sido um desafio por anos, pois o seu crescimento é prejudicado pela falta de acesso aos dados exatos de localização e nas dúvidas sobre qual inventário deve ser utilizado nesses casos. A expansão do uso de smartwatches – especialmente os da Apple – combinada com ampla distribuição do Apple Pay vai possibilitar escala para a publicidade baseada em localização, que deve finalmente decolar.

Previsões de Mobile Marketing para 2015

Fonte: Shutterstock

 

Profissionais de marketing já estão utilizando “gatilhos de localização orientada a objetos com base em tecnologias como GPS, NFC e na Internet das Coisas” para aumentar a relevância do anúncio em tempo real, de acordo com um estudo realizado por Rebecca Lieb do Altimeter Group. E os gastos com anúncios segmentados por localização irá crescer de US $ 4,9 bilhões em 2014 para mais de US $ 15 bilhões em 2018, conforme projeção da empresa de pesquisas em mídia BIA / Kelsey.

Se aceitação pelo consumidor dos wearables for tão forte como o previsto, esforços em mobile marketing baseados em localização poderão ser responsáveis por 25% de toda a compra de publicidade móvel em 2015.

4. Publicidade mobile em vídeo deve crescer 50% por rich media

O lançamento do iPhone 6 e sua rápida aceitação significa que quase todos os aparelhos móveis top de linha terão telas grandes. Uma abundância de smartphones que já vêm prontos para o consumo de mídia, somada às conexões wireless cada vez mais rápidas, mostra que a publicidade mobile vai crescer rapidamente em 2015. Esse crescimento virá às custa de anúncios em rich media (conteúdo digital interativo e dinâmico, como aplicativos, áudio, imagens e vídeos).

Os anunciantes continuam a achar que os altos custos de implementação da rich media não trazem ROI adicional. Como resultado, em 2015, vamos testemunhar a morte da rich media como conhecida atualmente e ver mais HTML5 nas plataformas de criação.

A publicidade em vídeo, por outro lado, é bem recebida por empresas, consumidores e publishers (canais que disponibilizam espaço para as propagandas aparecerem). Isso permite que os grandes anunciantes estendam o alcance de suas compras em mídia de televisão e forneçam experiências muito pessoais aos consumidores através de smartphones e tablets.

Com base no crescimento do uso de aparelhos que exibem conteúdo e mídia assim como no fato de as marcas estarem cada vez mais aderindo a anúncios mobile em vídeo, a projeção é que a publicidade em vídeo para dispositivos móveis deve crescer, no mínimo, 50% no ano que vem.

5. Aplicativos serão responsáveis ​​por 65% do consumo total de mídia digital

Com o crescente domínio de aplicativos de mídia por streaming como Netflix, Spotify, Hulu, YouTube e iTunes, o consumo de mídia digital em apps móveis ultrapassou o uso via desktop em 2014.  Essa tendência só vai crescer em 2015, com uso de aplicativo sendo responsável por mais de 65% do tempo gasto em mídias digitais. Soma isso a abundância de serviços de aplicativos exclusivos para transporte e comunicação e o futuro é claro: estamos em um mundo tomado por aplicativos e isso é definitivo.

Embora a internet mobile e, em particular, as pesquisas móveis devam continuar populares, a grande experiência no uso de aplicativos deverá tornar a internet móvel um tanto quanto obsoleta.

6. Mídia programática vai superar 50% do total da compra de espaços em mobile

A compra de mídia programática tem sido um dos segmentos que mais crescem na publicidade digital, estando em um ponto de inflexão, e a evolução tende a ser ainda mais rápida nos próximos anos, impulsionada principalmente pelos dispositivos móveis.

A Magna Global, empresa de investimentos em mídia, projeta que a compra programática atingirá 33 bilhões dólares em todo o mundo até 2017, mais de 200% de crescimento a partir de 2014.

À medida que consumidores e anunciantes tornam-se cada vez mais mobile, a mídia programática continua a crescer, representando 50% de todas as compras de anúncios para dispositivos móveis.

Uma conclusão óbvia

Nunca antes houve tantos pontos de contato pessoais para chegar a um consumidor – através de smartphones, tablets e, em 2015, wearables. A ascensão de aplicativos móveis e a compra programática foram algumas das maiores tendências da indústria mobile neste ano. Com os avanços das empresas de mídia programática, da first-party e third-party data, e dos formatos de anúncios altamente engajadores, 2015 será um excelente momento para a publicidade móvel.

Previsões para o Marketing Mobile em 2015

Fonte: Shutterstock

 

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Este artigo foi escrito por Ash Kumar e está originalmente publicado no MarketingProfs