O consumidor quer um propósito

28/02/18

São muitas as marcas, os produtos e os motivos pelos quais uma pessoa escolhe uma marca em detrimento de outra. Fazer o bem pode ser o seu diferencial.

 

Grandes marcas, de diferentes indústrias se deram conta desse movimento e passaram a ter um propósito maior.

Marcas como a Lacoste, focada em moda e criada em 1933, a Visa que trabalha com moedas digitais e a Dior, um ícone da alta costura mundial criada em 1946, lançaram mão de uma causa maior para se comunicar com o seus consumidores. Seja uma ação pontual ou de longo prazo, as iniciativas mostram que não existe idade, tamanho, causa ou montantes mínimos para fazer o bem.

Lacoste: Lacoste lembra o crocodilo, certo? Errado!

A @lacoste substitui seu icônico logo por uma boa causa. O famoso crocodilo (apelido de René Lacoste nas quadras) cedeu espaço a 10 outras espécies ameaçadas de extinção em uma parceria com a União Internacional para Conservação da Natureza anunciada no desfile da marca na #PFW 2018. Em edição super limitada, a série de polos conta com pouquíssimos modelos que correspondem ao número de animais restantes de cada espécie, como por exemplo: 350 para o tigre da Sumatra, 157 para o papagaio Kakapo e os alarmantes 40 para a tartaruga Burmese e 30 para os golfinhos Vaquita. O lucro da venda das 1775 polos, que já estão disponíveis online, será revertido ao programa Save Our Species da instituição. “Essa colaboração é especialmente importante para mim por conta do caráter sério e urgente. Dez looks do desfile são dedicados a essas dez espécies. Essa é nossa maneira de plantar árvores em 2018”, diz o estilista da marca.

Visa: Apoie causas com a Visa. Sem pagar nada a mais por isso.

Animais, crianças, educação, idosos e saúde. Qual a causa que você mais se identifica?
A receita é simples e composta de: diversas causas que certamente alguma terá a sua identificação, a oportunidade de você fazer a sua parte de forma fácil e a informação de que não vai pagar mais nada por isso. Com este mix de ingredientes, a Visa lançou uma grande campanha nacional, com divulgação inclusive na TV aberta.

Como funciona? A cada compra que você fizer com qualquer cartão Visa (crédito ou débito), é feita uma doação para a causa que você escolher apoiar.

Saiba mais aqui.

Dior: Dior, inverno 2019: “não é não”.

Em setembro de 1966, um grupo de jovens fez uma manifestação na porta da butique da Dior em Paris com cartazes onde se lia: “Minissaias para sempre!”. Dois anos depois, a peça virou o uniforme feminista no movimento estudantil de maio de 68.

A nova coleção tem suéteres soltinhos, com o símbolo “paz e amor” e o lema “não é não”, muitas saias kilt plissadas, mantôs, blazers, calças e botas de patchwork de fuxico, jeans e veludo. Os vestidos mais festivos ganham bordados em linha de motivos florais, usados sob casacos militares.

Ou seja, ajudar causas sociais não implica necessariamente recursos financeiros. Levantar uma bandeira e empoderar um movimento também geram empatia e conexões.

 

Pmweb: #giveback

Felizmente não precisamos atravessar oceanos, nem olhar para marcas centenárias para ver outras iniciativas como esta. Desde 2016, a Pmweb criou a campanha “Quero doar o meu presente”, onde todo o orçamento destinado a presentes  é doado para instituições e causas carentes.

Mais informações aqui.

 

Como toda a estratégia de comunicação, existem objetivos corporativos como a valorização da marca,  gerar empatia com pessoas que até então não interagiam com a empresa e podem ser o gatilho para a conquista de novos clientes e ainda, o mais nobre deles, fazer o bem.

Independente do motivo, uma vez que as empresas precisam de lucro para manter a existência, as instituições e causas sociais agradecem o empenho e a iniciativa.

A máxima “fazer o bem sem olhar a quem” nunca esteve tão viva.