E-commerce cresce 12,1% no Brasil durante o 1º semestre de 2018

31/08/18

Segundo o 38º Webshoppers, do Ebit/Nielsen apresentado em Agosto, o e-commerce brasileiro cresceu 12,1% no primeiro semestre de 2018 com relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento representa um faturamento de R$ 23,6 bilhões.

Dispositivos móveis

A última edição apontou que 32% das transações do e-commerce foram feitas por dispositivos móveis durante o primeiro semestre deste ano.

Com relação à pesquisa de 2017, houve aumento de 7,4%, o que significa que cada vez mais consumidores se adaptam às facilidades de compra por smartphones. Além disso, a Ebit/Nielsen estima que, até 2020, metade das compras online será feita por um dispositivo móvel.

Segundo Pedro Guasti, consultor de negócios da Ebit/Nielsen, o “m-commerce é impulsionado por categorias de menor ticket médio”.

Participação por categoria

Entre as categorias com maior volume de pedidos, Cosméticos e Perfumaria lidera o share de vendas online, com 15% de participação.

Já Moda e Acessórios, que era a líder tradicional, permanece praticamente estável, com 14,5% do share de vendas do e-commerce.

Segundo o relatório, o crescimento do setor de Cosméticos e Perfumaria no comércio eletrônico se deve, principalmente, ao fortalecimento da presença de grandes fabricantes desse tipo de produto no ambiente online.

“Temos visto um grande investimento da indústria de cosméticos no comércio eletrônico, com forte presença em marketplaces, assim como a ascenção das redes de perfumaria”, afirmou Guasti.

Perfil dos consumidores de e-commerce

O relatório também trouxe dados sobre o perfil dos consumidores e sua relação com o mercado online. A apuração revelou que, no primeiro semestre deste ano, 27,4 milhões de consumidores fizeram pelo menos uma compra online no Brasil. A alta é de 7,6% com relação ao mesmo período do ano passado. Para a empresa, este dado também está ligado ao crescimento da influência dos smartphones nas decisões de compra dos usuários.

Com relação ao número de pedidos em dispositivos móveis, houve crescimento de 41% entre os períodos comparados, tanto para bens de consumo duráveis como não duráveis.

O proporcional em volume de vendas (tanto para dispositivos móveis como para desktops) é de 8% a mais do que o primeiro semestre de 2017.

Participação por região

A pesquisa aponta ainda que a região Sudeste continua a de maior relevância nas compras do e-commerce, com 61,2% do share de produtos do Brasil, mas que perde aos poucos sua hegemonia para as outras regiões.

De acordo com os dados apurados, o share de produtos cresce fora do eixo Sudeste, com destaque para região Sul, cujo crescimento do comércio eletrônico (24% entre os períodos analisados) acompanha a menor taxa de crescimento do desemprego no país (8% com relação à média de 13% do Brasil).

Gênero e idade

Outro aumento de destaque é com relação a disposição dos gêneros nas compras do semestre. Pela primeira vez, a porcentagem de mulheres ultrapassou a quantidade de consumidores do sexo masculino: 51,5% contra 48,5%, respectivamente.

Para Pedro Guasti, consultor de negócios da Ebit/Nielsen, o crescimento “tem a ver com sortimento e tipo de produtos que mulheres que compram mais do que homens”. As categorias mais procuradas pelo sexo feminino são as de roupas, acessórios, perfumaria, assinatura de livros e alimentos.

De acordo com o levantamento, a faixa etária que mais compra no comércio eletrônico é de 35 a 49 anos. No Brasil, ainda existem grandes dificuldades de comunicação com duas gerações especificamente: os nativos digitais, mais exigentes e menos apegados às marcas, mas com baixo poder aquisitivo (como no caso dos chamados millennials); e das gerações acima de 50 anos, que precisam se adaptar ao ambiente online e sentem mais insegurança em efetuar compras em e-commerces, mesmo que representem uma fatia da população com maior poder aquisitivo.

Ticket médio

Houve retração, no entanto, com relação ao ticket médio gasto pelos consumidores brasileiro: de 7%. Para compensar o número negativo do primeiro semestre, o relatório prevê que 2018 deve fechar com ticket médio com aumento de 4%. As demais previsões para o próximo semestre dependem da situação política e econômica do país nos próximos meses, mas são positivas. O comércio eletrônico deve finalizar o ano com aumento de 12% e o número de pedidos deve crescer até 8%.

Fonte: E-commerce Brasil