Big Data: A importância de saber o que é e como usar

16/10/18

Que o Big Data é um dos assunto do momento não há dúvidas. É atualmente um dos temas mais abordados em seminários e palestras sobre tendências tecnológicas e de mercado e certemente já deve ter sido comentado na sua empresa. Está em dastaque nas companhias dos mais diversos ramos de atuação e nenhum executivo quer que sua empresa fique para trás nesse novo movimento de mercado que surge, mas alguns profissionais ainda sabem pouco sobre sobre o que Big Data realmente é e o que fazer com ele.

Dan Ariely, professor norte americano, definiu o momento atual do Big Data como sendo algo similar ao sexo para os adolescentes: todos falam sobre o assunto, ninguém sabe ao certo como funciona, todos pensam que os outros estão fazendo e então todos dizem que também estão fazendo. Tirando as brincadeiras de lado, essa definição faz bastante sentido e por isso é necessário entendermos ao certo o que é o Big Data e como as suas aplicações irão afetar nossas vidas, ou melhor, já estão afetando…

Então, o que é o Big Data?

Big Data é definido como qualquer conjunto de dados que somente terão um valor real e uma aplicação prática através da utilização de novas tecnologias para armazenamento e análise devido a sua diversidade, escala, distribuição e velocidade de criação. É uma definição bastante ampla mas que esclarece um pouco mais esse tema. Para melhorar ainda mais a compreensão o autor Bernard Marr definiu os 5Vs associados ao Big Data. São eles: Volume, Velocidade, Variedade, Veracidade e Valor.

Volume de movimentações online cresce exponencialmente ao longo dos últimos anos. O número de usuários e de transações ocorridas por Facebook, YouTube, LinkedIn, Whastapp, Instragam, Spotify geram um montante inimaginável de informações. Os dados circulam na rede em alta Velocidade e a necessidade de controlar e utilizar essas informações de modo produtivo é um grande desafio para os modelos tradicionais. Cada vez mais é preciso que as ações sejam tomadas em tempo real, de forma imediata, e essa agilidade é algo novo, pois em um passado bastante recente ainda tinha-se tempo para montar analises, planejar ações e tomar decisões.

Além disso a Variedade de dados gerados no universo digital é imensa: fotos, vídeos, textos, acessos a sites, áudios, clickstream, comentários, etc… E como processá-los e fazer com que esses dados, que se misturam em qualitativos e quantitativos, se tornem informações úteis e gerem ações práticas para melhoria do negócio é outro grande desafio. Essa combinação de Volume, Velocidade e Variedade chamam a atenção para a questão da Veracidade. Sabemos que os modelos tracionais de análise de dados possuem volumes limitados de dados, que precisam ser 100% estruturados, e possuem um longo tempo de processo. Por esse motivo, abre-se mão de um pouco da confiança dos dados com o objetivo de aumentar a rapidez de resposta e da tomada de decisão, que é a vantagem competitiva buscada pelas empresas.

Com isso chegamos ao último, e talvez mais importante, ponto: Valor. O que conseguimos gerar de valor concreto para as empresas utilizando Big Data? Como tornar esse montante de dados em conhecimento relevante? Quais informações são realmente importantes? Estima-se que apenas 1% dos dados gerados pelas corporações são utilizados, na prática, em análises para tomada de decisões, ou seja, a oportunidade de avanço nessa área é enorme.

O manejo e aplicação correta dos resultados obtidos através das análises e higienização de Big Data auxiliam companhias a criarem estratégias de marketing e inteligência para seus negócios. Cada vez mais o mercado enxerga o valor ($) real dos dados, e quem souber tirar vantagem dos dados que sua empresa produz vai estar à frente da concorrência.

Texto adaptado de Pedro Soares – RM at the Heineken Company